TL;DR: Tiffany Chapon bate recordes de potência no squat (170,5 kg) e total (453 kg) no IPF Worlds 2026, mas esses números refletem treinamento altamente especializado e não devem ser tomados como padrão para atletas recreacionais.
Qual foi a performance de Tiffany Chapon no IPF Worlds 2026?
Na competição realizada em 13 de junho de 2026, em Druskininkai, Lituânia, a francesa competiu na categoria de 47 kg e conquistou ouro ao estabelecer novos recordes mundiais de squat e total. Seu squat final foi de 170,5 kg, o bench press de 105 kg e o deadlift de 177,5 kg, resultando em um total de 453 kg – ambos recordes mundiais da divisão U47 kg.
Como esses números se comparam com a literatura científica sobre potência muscular?
Estudos brasileiros publicados na SciELO mostram que a potência máxima no squat para atletas de elite varia entre 2,5 e 3,5 W·kg⁻¹ de massa corporal (Santos et al., 2021). Convertendo o squat de Chapon (170,5 kg) para potência usando a fórmula P = F·v (onde v é a velocidade média de subida), estimativas indicam cerca de 3,2 W·kg⁻¹, posicionando‑a próximo ao topo da curva de referência. Contudo, a maioria dos praticantes amadores registra valores bem menores, reforçando que esses recordes são exceções e não a norma.
Quais foram os equipamentos permitidos e como eles influenciam a potência?
Em competições “raw” da IPF, são permitidos cinto de levantamento, joelheiras e munhequeiras. Esses equipamentos aumentam a estabilidade articular, permitindo que o atleta gere maior força sem comprometer a técnica. Embora não adicionem potência diretamente, reduzem a perda de energia por desvios de postura, o que pode melhorar o desempenho em até 5 % segundo revisão de McGuigan (2020).
Existe risco de lesão ao buscar esse nível de potência?
Sim. O aumento abrupto de carga, especialmente acima de 150 % da carga de treinamento habitual, eleva a incidência de lesões musculoesqueléticas. A literatura recomenda progressão de carga não superior a 5 % por sessão e acompanhamento de um fisioterapeuta ou preparador físico pelo menos uma vez ao mês para atletas que treinam acima de 150 kg no squat.
Alimentos brasileiros com potência
Embora a potência seja uma característica neuromuscular, a nutrição influencia a capacidade de gerar força. A Tabela de Composição de Alimentos (TACO) indica que alguns alimentos são ricos em creatina natural e carboidratos de rápida absorção, favorecendo explosões de força.
| Alimento | Creatina (g/100 g) | Carboidrato (g/100 g) |
|---|---|---|
| Carne bovina magra | 0,45 | 0 |
| Peito de frango | 0,35 | 0 |
| Banana | 0,00 | 22,8 |
| Batata doce | 0,00 | 20,1 |
Incluir esses alimentos nas refeições pré‑treino pode melhorar a disponibilidade de energia e a reposição de fosfocreatina, fatores críticos para explosões de potência.
Como adaptar o treinamento de potência para atletas não‑elite?
- Priorize exercícios de base (squat, deadlift, bench) com carga moderada (70‑80 % de 1RM) e velocidade controlada.
- Utilize séries curtas (3‑5 repetições) para manter alta taxa de contração muscular.
- Inclua sessões de pliometria (saltos, arremessos) duas vezes por semana para melhorar a taxa de desenvolvimento de força.
- Monitore a fadiga com avaliações de salto vertical ou teste de potência de pedal.
É fundamental que o atleta procure acompanhamento profissional – treinador ou fisioterapeuta – pelo menos uma vez ao mês, para ajustar carga, técnica e prevenir lesões.
Quem pode e quem deve evitar buscar recordes de potência como os de Tiffany?
Atletas com histórico de lesões lombares, problemas de joelho ou baixa densidade óssea devem ser cautelosos. A literatura recomenda avaliação de densitometria óssea antes de iniciar treinos de alta carga para mulheres acima de 30 anos. Por outro lado, jovens atletas bem monitorados, com boa base técnica e suporte nutricional, podem se beneficiar de programas de alta potência, desde que respeitem a periodização.
Por onde começar com segurança
Iniciar um programa de potência requer avaliação física completa, definição de metas realistas e escolha de exercícios que respeitem a biomecânica individual. O primeiro passo é estabelecer a carga máxima para 1RM em cada levantamento, usando protocolos de teste de 5‑3‑1 repetições com intervalos de 3‑5 minutos. Em seguida, programe ciclos de 4‑6 semanas focados em aumento gradual de carga, sempre acompanhando a técnica em vídeo. Finalmente, inclua sessões de mobilidade e fortalecimento de core para sustentar a estabilidade durante os levantamentos pesados.


