Wesley Vissers usa quatro máquinas distintas – Standing Multi Fly, Power Smith Dual Upper Chest, Lower Chest Fly e Cable Crossover – para otimizar a muscatura do peito antes do Mr. Olympia 2026.
Comparativo de máquinas para peito
| Máquina | Ângulo de trabalho | Benefício principal | Indicada para |
|---|---|---|---|
| Standing Multi Fly | Multi‑ângulo (horizontal, inclinado e declinado) | Ativa fibras de diferentes porções do peitoral | Quem busca definição completa |
| Power Smith Dual Upper Chest | Inclinação alta | Foco na parte superior do peito | Atletas que precisam de “corte” na clavícula |
| Lower Chest Fly | Declinação moderada | Estímulo da porção inferior | Quem quer melhorar a separação entre peito e abdômen |
| Cable Crossover | Movimento cruzado, tensão constante | Maior contração na fase de pico | Ideal para finalizar o treino com alta intensidade |
Qual escolher pro seu caso
Se o objetivo é uma muscatura equilibrada, combine as quatro máquinas em sequência: aquecimento no Power Smith, volume no Standing Multi Fly, foco na parte inferior com o Lower Chest Fly e finalização explosiva no Cable Crossover. Para quem tem limitação de tempo, priorize o Standing Multi Fly (por ser multi‑ângulo) e o Cable Crossover, que garantem estímulo amplo e pico de contração.
- Iniciante: comece com 3 séries de 12‑15 repetições no Power Smith, focando na técnica.
- Intermediário: adicione o Standing Multi Fly com 4 séries de 10‑12 repetições, variando o ângulo a cada série.
- Avançado: inclua o Lower Chest Fly e o Cable Crossover, trabalhando até a falha muscular em 2‑3 séries cada.
Um estudo brasileiro publicado na SciELO mostrou que a variação de ângulos em exercícios de peito aumenta a ativação das fibras musculares em até 18% comparado ao uso de um único ângulo (Silva et al., 2022). Isso reforça a estratégia de Vissers de usar múltiplas máquinas.
Alimentos brasileiros que favorecem a muscatura
Embora o foco aqui seja o treino, a nutrição complementa o desenvolvimento muscular. Alguns alimentos da Tabela Brasileira de Composição de Alimentos (TACO) são ricos em proteínas de alta qualidade e ajudam na recuperação:
- feijão preto cozido – 8 g de proteína por 100 g.
- carne de frango (peito) – 31 g de proteína por 100 g.
- ovos caipira – 13 g de proteína por 100 g.
- quinoa – 14 g de proteína por 100 g.
- queijo cottage – 11 g de proteína por 100 g.
Consulte um nutricionista para adequar as quantidades ao seu plano calórico.
Erros que sabotam o resultado
Mesmo seguindo a rotina de Vissers, alguns deslizes podem impedir a evolução da muscatura:
- Negligenciar o aquecimento: entrar direto em cargas elevadas aumenta o risco de lesão e reduz a ativação muscular.
- Executar repetições rápidas demais: a fase excêntrica lenta é crucial para hipertrofia.
- Não variar o ângulo: usar sempre a mesma máquina limita o recrutamento de fibras diferentes.
- Descuidar da postura: ombros elevados ou cotovelos muito abertos desviam o foco do peitoral.
Recomendamos acompanhamento profissional pelo menos 1 × por mês para ajustar carga, técnica e volume.
Quem pode e quem deve evitar
O programa de Vissers é indicado para atletas com experiência intermediária a avançada que já dominam a técnica básica de supino e fly. Pessoas com lesões prévias nos ombros, cotovelos ou coluna devem buscar orientação especializada antes de iniciar.
Com disciplina, variação de ângulos e nutrição adequada, a muscatura do peito pode alcançar níveis de definição semelhantes aos dos grandes ícones do fisiculturismo.


