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The Rock mistura arroz jasmim com whey no pré-treino: funciona?

· · 5 min de leitura
Tigela de arroz jasmim ainda quente ao lado de pote de whey, colher de proteína e halteres sobre bancada de academia
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A estratégia pré-treino do astro Dwayne "The Rock" Johnson combina arroz jasmim cozido batido com whey protein — uma mistura de carboidrato de digestão rápida e proteína que visa entregar glicose e aminoácidos circulantes na janela de 30 a 60 minutos antes do treino. A fórmula, divulgada em agosto de 2025 em seu perfil no Instagram, substitui o tradicional creme de arroz que ele consumia há anos.

Johnson, hoje com 53 anos e uma fase de físico mais enxuto após o papel em Black Adam, afirmou que a mudança garante energia estável para séries pesadas: "By the time I get to my first round of working sets I'm ready to go". A lógica por trás da escolha dialoga com achados clássicos da literatura de fisiologia do exercício.

Arroz jasmim, creme de arroz e maltodextrina: comparativo de carboidratos pré-treino

Antes de discutir a estratégia como um todo, vale comparar as fontes de carboidrato que aparecem com mais frequência nas rotinas pré-treino de atletas de força e fisiculturismo. A tabela abaixo resume as características de cada opção.

FonteTipo de carboidratoTempo de esvaziamento gástricoÍndice glicêmico aproximadoDensidade por 100 g (cozido)
Arroz jasmim cozido e batidoAmido (predominantemente amilose)Rápido (textura liquidificada)~73-89~28 g de carboidrato
Creme de arroz (Cream of Rice)Amido gelatinizadoRápido~78~11 g por 25 g de pó seco (varia conforme preparo)
dextrina (maltodextrina)Oligossacarídeo de rápida absorçãoMuito rápido85-105~95 g por 100 g de pó
Banana maduraAçúcar + amido resistenteModerado~62~23 g de carboidrato
Aveia em flocosAmido + fibra beta-glucanaModerado a lento~55~12 g de carboidrato (crua)

O grande trunfo do arroz jasmim no liquidificador não está apenas no índice glicêmico, mas na textura liquidificada, que acelera o esvaziamento gástrico em comparação ao grão inteiro. Um estudo clássico de Vist & Maughan (1995) já demonstrou que soluções com partículas menores esvaziam o estômago mais rápido e oferecem disponibilidade de glicose mais previsível — efeito replicado em trabalhos posteriores sobre refeições pré-exercício.

O shake intra-treino do The Rock: o que tem dentro

Além do pré-treino com arroz e whey, Johnson mantém um intra-treino que bebe durante a sessão. A lista oficial divulgada por ele:

  • 50 g de dextrina (carboidrato de rápida absorção)
  • ½ colher de chá de sal rosa do Himalaia (eletrólitos)
  • EAAs (aminoácidos essenciais)
  • 275-300 mg de cafeína
  • 10 g de creatina
Não é uma reinvenção da roda, mas funciona. A combinação cobre os três pilares da nutrição intra-treino em treinos longos: glicose para preservar glicogênio, eletrólitos para repor perdas pelo suor e aminoácidos para minimizar catabolismo.

Qual escolher pro seu caso

A escolha entre as estratégias pré-treino depende de horário disponível, tolerância gastrointestinal e objetivo. Veja os cenários mais comuns na prática.

Treino em até 60 minutos

Para quem treina logo pela manhã e tem pouco tempo de digestão, o combo arroz jasmim batido com whey entrega carboidrato rápido + proteína em ~250-350 kcal. Pessoas com digestão sensível devem testar volumes menores primeiro (comece com 30 g de arroz cozido + 25 g de whey).

Treino de hipertrofia clássico (60-90 minutos)

O intra-treino com dextrina + EAAs é o que faz mais sentido, porque a sessão é longa o suficiente para o glicogênio muscular cair e a quebra proteica acelerar. As 275-300 mg de cafeína usadas por Johnson ficam no topo da faixa ergogênica — a dose segura habitual para adultos saudáveis é de 3-6 mg/kg.

Treino noturno

Reduzir ou zerar a cafeína após as 16h é prudente para não comprometer o sono. A creatina (10 g no shake) não atrapalha a qualidade do descanso, e os EAAs podem ser movidos para o pós-treino imediato, quando a janela de síntese proteica está mais ativa.

Dietas com restrição de carboidrato

Em low-carb ou ketogenic, o arroz jasmim pré-treino não cabe. Nesses casos, vale priorizar whey isolada + cafeína + creatina, com o carboidrato vindo de fontes como dextrose apenas em dias de treino intenso (abordagem TKD).

Creatina e cafeína juntas: dá ruim?

Um receio comum é combinar 10 g de creatina com 300 mg de cafeína, mas meta-análise publicada em 2021 não encontrou interação negativa consistente entre as duas substâncias em doses padrão. O que existe é cautela em indivíduos com arritmia ou sensibilidade alta à cafeína, justamente o grupo que se beneficia de orientação profissional antes de replicar a fórmula do astro.

Quem pode e quem deve evitar

O protocolo de Johnson foi desenhado para um atleta de força adulto com décadas de experiência e alta massa muscular. Ele não é ponto de partida para iniciantes. Antes de replicar qualquer item da lista, vale checar critérios básicos.

  • Pode fazer sentido: praticantes intermediários/avançados de musculação, fisiculturistas naturais, atletas de força que já treinam há mais de 2 anos e toleram bem carboidratos rápidos.
  • Usar com cautela: quem tem histórico de refluxo gastroesofágico (o volume liquidificado pode piorar sintomas), diabetes tipo 1 ou 2 (exige ajuste de insulina), hipertensão (a cafeína precisa ser monitorada).
  • Evitar ou reestruturar: gestantes, adolescentes em fase de crescimento, pessoas com arritmias cardíacas diagnosticadas, quem faz uso de medicamentos que interagem com cafeína (alguns antibióticos, anticoagulantes, anti-hipertensivos).

Em qualquer um desses cenários, o caminho seguro é consultar um nutricionista esportivo ou médico do esporte antes de adotar o protocolo. Ajustar a estratégia de suplementação sem supervisão pode trazer mais risco do que ganho, sobretudo para quem tem comorbidades.

O que ainda falta confirmar

Apesar do uso difundido entre atletas de elite, alguns pontos do protocolo seguem com evidência limitada. O combo arroz jasmim + whey pré-treino, por exemplo, não foi comparado diretamente em ensaios clínicos randomizados contra o tradicional arroz sólido + whey separada. As vantagens citadas — energia estável e digestão rápida — são plausíveis do ponto de vista fisiológico, mas dependem de teste individual.

Também falta padronização sobre a quantidade ideal de carboidrato pré-treino: a literatura cita de 0,5 a 1 g/kg de massa magra para sessões de resistência, mas isso varia conforme o objetivo (emagrecimento, manutenção ou bulking). Para iniciantes, o caminho mais seguro é começar com doses menores e ajustar a partir da resposta subjetiva e do desempenho nos treinos.

Aviso médico

Este conteúdo tem caráter informativo e educacional, e não substitui orientação profissional. Consulte sempre um(a) nutricionista, médico(a) ou educador(a) físico(a) antes de adotar dietas, suplementos ou rotinas de exercício, especialmente se você tem condições de saúde preexistentes, está grávida, amamentando ou tem menos de 18 anos. Resultados individuais variam.

Perguntas frequentes

Misturar arroz com whey no pré-treino realmente funciona?
A combinação é plausível do ponto de vista fisiológico porque fornece carboidrato de rápida digestão e aminoácidos em uma janela prática de 30-60 minutos antes do treino. Não há, porém, ensaios clínicos randomizados comparando especificamente arroz batido com whey contra outras formas de pré-treino. O resultado depende de tolerância gastrointestinal e do objetivo do treino.
Qual a diferença entre arroz jasmim e creme de arroz no pré-treino?
Ambos são carboidratos de alto índice glicêmico, mas o arroz jasmim batido no liquidificador tem textura mais fina, o que pode acelerar o esvaziamento gástrico. O creme de arroz é basicamente amido gelatinizado, com digestão também rápida. A diferença prática entre eles é pequena para a maioria das pessoas.
É seguro tomar 10 g de creatina com 300 mg de cafeína juntos?
Meta-análises recentes não apontam interação negativa consistente entre creatina e cafeína em doses padrão. A precaução vale para quem tem arritmia, sensibilidade alta à cafeína ou usa medicamentos que interagem com estimulantes. Nesses casos, acompanhamento profissional é indispensável.
Posso replicar o protocolo do The Rock se sou iniciante?
Não é recomendado começar diretamente pela versão completa do protocolo. Iniciantes geralmente se beneficiam de doses menores de cafeína (100-150 mg), creatina na faixa de 3-5 g/dia e volumes menores de carboidrato pré-treino. Ajustar aos poucos reduz desconforto gastrointestinal e melhora a adaptação.
Arroz jasmim pré-treino substitui o pré-treino industrializado?
Pode substituir em parte, mas pré-treinos industrializados costumam combinar cafeína, beta-alanina, taurina e outros ingredientes com evidência ergogênica. O arroz + whey cobre carboidrato e proteína, mas deixa de fora esses compostos. A escolha depende do orçamento, do objetivo e da resposta individual.

Fontes e pesquisas

Artigos científicos e pesquisas consultadas sobre protena.

🔬 Estudos internacionais (PubMed)

Estas fontes foram consultadas automaticamente. Este artigo não substitui orientação profissional.

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