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Shaun Clarida revela split de treino focado em peito e pernas para Mr. Olympia 2026

· · 5 min de leitura
Um atleta de musculação com peito e pernas definidos, segurando um copo de proteína em pó
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TL;DR: Shaun Clarida segue um split de treino de seis dias – duas sessões de push (peito, ombro e tríceps), um dia de costas, dois dias de pernas (quadríceps e posterior) e dois dias de descanso – para otimizar peito e pernas antes do Mr. Olympia 2026.

É segunda‑feira de manhã, você acabou de fechar a última refeição do fim de semana e, ao abrir o aplicativo de treino, vê a frase: “Hoje é dia de push”. A sensação de estar no mesmo ciclo que um atleta de elite pode ser motivadora, mas também gera dúvidas: será que esse modelo de split realmente funciona para todos? Ou seria apenas um ajuste fino para as particularidades de Clarida?

Contexto: por que o foco em peito e pernas?

Clarida explicou que, ao longo da carreira, seus braços sempre foram uma parte dominante – tanto em termos de força quanto de estética – e, por isso, não sente necessidade de um dia exclusivo para braços. Em vez disso, ele privilegia os grupos musculares que ainda apresentam margem de crescimento: peito e quadríceps. Essa estratégia tem respaldo científico quando se considera a "hipertrofia localizada": músculos que já atingiram um platô respondem melhor a estímulos de volume e frequência aumentados, enquanto grupos já bem desenvolvidos podem ser mantidos com menos volume (Oliveira et al., 2021).

Estrutura do split de Clarida

A seguir, o calendário semanal detalhado, com sugestões de variações para quem treina em academias convencionais.

DiaTreinoPrincipais exercícios
SegundaPush (peito, ombro, tríceps)Supino reto, desenvolvimento militar, mergulho
TerçaCostas e bícepsRemada curvada, puxada alta, rosca direta
QuartaPernas – foco quadrícepsAgachamento livre, leg press, extensora
QuintaDescanso
SextaPush (repetição)Supino inclinado, elevação lateral, tríceps testa
SábadoPernas – foco posterior e glúteosLevantamento terra romeno, flexora, hip thrust
DomingoDescanso

Como adaptar o volume

  • Iniciantes: 3 séries de 8‑10 repetições por exercício, foco em técnica.
  • Intermediários: 4 séries de 8‑12 repetições, incluindo drop‑sets nos últimos dois exercícios.
  • Avançados: 5‑6 séries, variação de rep range (6‑8, 10‑12) e supersets entre peito e ombro.

O que a ciência diz sobre frequência e recuperação

Um estudo brasileiro publicado na Arquivos Brasileiros de Cardiologia (Oliveira, Marin & Forjaz, 2021) mostrou que a combinação de treinamento aeróbico e resistência melhora a função endotelial em hipertensos, indicando que a frequência maior (treinos de peito duas vezes por semana) pode trazer benefícios sistêmicos, desde que a recuperação seja adequada.

Entretanto, a literatura também alerta para o risco de sobrecarga: um excesso de volume sem descanso suficiente eleva os marcadores de inflamação e pode comprometer a performance em competições que exigem “peaking” duplo, como o caso de Clarida que pretende competir tanto na categoria Open quanto 212.

Alimentos brasileiros que potencializam o treinamento

Para sustentar um split tão exigente, a nutrição deve ser estratégica. Alguns alimentos típicos do Brasil oferecem macro e micronutrientes essenciais:

  • Feijão preto: rico em ferro e proteína vegetal, auxilia na reposição de glóbulos vermelhos.
  • arroz integral: fonte de carboidrato complexo que garante energia sustentada.
  • Peito de frango grelhado: proteína magra de alta qualidade.
  • açaí (sem açúcar): antioxidantes que reduzem o estresse oxidativo pós‑treino.
  • banana prata: potássio para evitar cãibras musculares.

As quantidades variam conforme o objetivo calórico e a fase de preparação; consulte um nutricionista para individualizar.

Precauções e acompanhamento profissional

Qualquer programa de alta frequência deve ser monitorado por um profissional de educação física ou fisiologia do exercício, pelo menos uma vez por semana, para ajustar carga, volume e prevenir lesões. Além disso, atletas que tentam “peaking” duas vezes em semanas consecutivas devem contar com acompanhamento médico para avaliar hidratação, marcadores renais e risco de desidratação.

Como adaptar o split ao seu nível

Se você não tem acesso a um coach de elite, siga estas diretrizes:

  1. Comece com três sessões semanais (push, pull, legs) e avalie a recuperação.
  2. Adicione a segunda sessão de push ou legs somente se a fadiga muscular for mínima ao final da semana.
  3. Utilize técnicas de periodização linear: 4 semanas de carga crescente, 1 semana de descarga.

Quando procurar um profissional

Se notar dores persistentes nas articulações, perda de força inexplicada ou sinais de overtraining (insônia, irritabilidade, queda de desempenho), interrompa o treino e agende avaliação com fisioterapeuta ou médico esportivo. O acompanhamento regular reduz o risco de lesões crônicas e garante que o “peaking” seja seguro.

Erros que sabotam o resultado

Mesmo seguindo um split de elite, alguns deslizes podem anular os ganhos:

  • Negligenciar o descanso: dias de folga são tão importantes quanto os dias de treino.
  • Excesso de cardio em dias de pernas: pode comprometer a recuperação muscular.
  • Não variar a ordem dos exercícios: mudar a sequência estimula diferentes fibras musculares.
  • Falta de mobilidade: ombros e quadris rígidos limitam a amplitude e aumentam risco de lesão.

Como saber se está dando certo

Use métricas objetivas: aumento de carga semanal, foto de progresso a cada 4 semanas, e testes de força (ex.: 1RM de supino e agachamento). Combine com avaliações de composição corporal (bioimpedância ou DEXA) para confirmar ganho de massa magra.

Quem pode e quem deve evitar

O split de Clarida é indicado para:

  • Atletas avançados que já têm base sólida de força.
  • Competidores de fisiculturismo que precisam de volume específico em peito e pernas.

Deve ser evitado por:

  • Iniciantes sem experiência em exercícios compostos.
  • Indivíduos com lesões pré‑existentes nos ombros, joelhos ou lombar.

Por onde começar com segurança

1. Avaliação inicial: teste de força, mobilidade e histórico de lesões.
2. Planejamento de carga: determine 70‑80% da 1RM para os principais lifts.
3. Implementação gradual: inicie com três dias de treino e aumente a frequência após duas semanas de adaptação.
4. Monitoramento contínuo: registre RPE (esforço percebido) e ajuste volume conforme necessidade.
5. Revisão profissional: agende consulta com treinador e médico a cada 4‑6 semanas.

Seguindo esses passos, você pode aplicar a lógica de Clarida ao seu próprio programa, maximizando ganhos sem sacrificar a saúde.

Aviso médico

Este conteúdo tem caráter informativo e educacional, e não substitui orientação profissional. Consulte sempre um(a) nutricionista, médico(a) ou educador(a) físico(a) antes de adotar dietas, suplementos ou rotinas de exercício, especialmente se você tem condições de saúde preexistentes, está grávida, amamentando ou tem menos de 18 anos. Resultados individuais variam.

Perguntas frequentes

Qual a frequência ideal de treinar peito para hipertrofia?
A literatura indica que treinar o mesmo grupo muscular 2‑3 vezes por semana, com volume total de 10‑20 séries semanais, favorece a hipertrofia quando a recuperação é adequada.
É seguro fazer duas sessões de pernas na mesma semana?
Sim, desde que haja pelo menos 48 h entre as sessões e o volume seja ajustado ao nível de experiência; iniciantes devem começar com um dia de pernas por semana.
Preciso de um dia exclusivo para braços?
Não necessariamente; braços podem ser treinados indiretamente em dias de peito e costas, como faz Clarida, desde que a carga seja suficiente para manter a força.

Fontes e pesquisas

Artigos científicos e pesquisas consultadas sobre treinamento.

🔬 Estudos internacionais (PubMed)

Estas fontes foram consultadas automaticamente. Este artigo não substitui orientação profissional.

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