Segundo os veteranos Chris Cormier, Milos Sarcev e Dennis James, o vencedor mais provável do Mr. Olympia 2026 varia entre Derek Lunsford, Nick Walker e Samson Dauda.
Em um vídeo publicado em 27 de agosto, os três ex‑atletas do circuito profissional compartilharam suas listas dos seis primeiros colocados previstos para o evento de Las Vegas, que acontece entre 24 e 27 de setembro. Enquanto alguns apontam consistência nos nomes, outros divergem na ordem, refletindo as incertezas típicas de um campeonato onde lesões, preparação e até questões logísticas podem mudar o cenário de última hora.
A ausência de Hadi Choopan, ex‑campeão de 2022, devido a problemas de visto, foi um dos pontos mais comentados. Sua retirada abre espaço para que outros atletas subam no ranking e aumenta a expectativa em torno de quem conseguirá aproveitar a vaga deixada pelo "Persian Wolf". Essa mudança também influencia as análises dos veteranos, que agora ponderam mais o desempenho recente nos eventos preparatórios.
Cada veterano traz uma perspectiva diferente baseada em sua própria trajetória: Chris Cormier, conhecido por sua longa carreira e olhar técnico apurado; Milos Sarcev, com foco em simetria e apresentação; e Dennis James, que costuma enfatizar a densidade muscular e a condição de palco. Essas diferenças explicam por que as listas não são idênticas, mas ainda assim revelam pontos de convergência.
Comparativo das previsões dos veteranos para o Top 6 do Mr. Olympia 2026
| Posição | Chris Cormier | Milos Sarcev | Dennis James |
|---|---|---|---|
| 1º lugar | Nick Walker | Samson Dauda | Derek Lunsford |
| 2º lugar | Derek Lunsford | Derek Lunsford | Samson Dauda |
| 3º lugar | Samson Dauda | Andrew Jacked | Andrew Jacked |
| 4º lugar | Andrew Jacked | Behrooz Tabani | Nick Walker |
| 5º lugar | Behrooz Tabani | Nick Walker | Martin Fitzwater |
| 6º lugar | Tonio Burton | Martin Fitzwater | Behrooz Tabani |
Apesar das diferenças de ordem, três nomes aparecem em praticamente todas as listas: Derek Lunsford, Nick Walker e Samson Dauda. Esse consenso parcial indica que esses atletas são vistos como os mais preparados para chegar ao pódio, enquanto as posições de 4º a 6º permanecem mais voláteis, sujeitas a variações de forma final e a possíveis surpresas nos bastidores.
Fatores como o desempenho no Arnold Classic Ohio e UK, onde Andrew Jacked venceu ambas as edições, podem explicar por que alguns veteranos o colocam mais alto. Já a consistência de Nick Walker em controlar a cintura e a simetria de Samson Dauda são frequentemente citadas como diferenciais que pesam nas avaliações.
Qual escolher pro seu caso
Se você está acompanhando o Mr. Olympia apenas como fã, a variação nas previsões pode ser vista como parte da emoção do esporte. Porém, se o objetivo é usar essas informações para ajustar seu próprio treino ou nutrição, vale considerar alguns critérios antes de "apostar" em um nome.
- Consistência: atletas que aparecem em várias previsões (Lunsford, Walker, Dauda) têm maior probabilidade de estar no Top 6.
- Histórico recente: verifique quem venceu os eventos de preparatório, como o Arnold Classic Ohio e UK, onde Andrew Jacked se destacou.
- Condição física divulgada: entrevistas e atualizações nas redes sociais dão pistas sobre quem chegou ao pico de forma.
- Objetivo pessoal: se seu foco é hipertrofia, observe os padrões de volume dos atletas que você admira; se é definição, preste atenção nas estratégias de corte e manipulação de carboidratos.
Além disso, lembre‑se de que o fisiculturismo de alto nível carrega riscos cardiovasculares, como apontado em estudo publicado na Revista Portuguesa de Cardiologia (Mert KU, İlgüy S, Mert GÖ, 2018), que identificou preditores não invasivos de arritmias em fisiculturistas. Por isso, mesmo que você se inspire nos treinos dos profissionais, recomenda‑se acompanhamento de um profissional de educação física ou nutricionista antes de adotar rotinas intensas ou suplementação.
Como saber se está dando certo
Primeiro, estabeleça metas claras e mensuráveis para o seu físico, como aumento de circunferência de braços ou redução de percentual de gordura, e registre esses dados semanalmente. Anotar números permite ver tendências e ajustar a carga antes que platôs se consolidem.
Segundo, avalie a qualidade da recuperação: sono de 7 a 9 horas, falta de dor articular persistente e disposição para os treinos são sinais de que a carga está adequada. Ignorar esses indicadores pode levar ao sobretreino e a lesões que atrasam o progresso por meses.
Terceiro, procure feedback de um treinador experiente a cada quatro semanas; ajustes menores de volume ou intensidade costumam ser mais eficazes do que mudanças radicais. Um olhar externo costuma identificar padrões que você não percebe no espelho, como assimetrias ou falhas na execução de movimentos.


