Wesley Vissers confirmou presença nos Arnold Classic Ohio e no Arnold Classic UK 2027 e, ao mesmo tempo, apontou que ainda tem lacunas a fechar antes da próxima Mr. Olympia.
Comparativo de principais eventos de bodybuilding
| Evento | Critério de avaliação | Foco de preparação | Estratégia de pico |
|---|---|---|---|
| Arnold Classic (Ohio/UK) | Classic Physique – simetria, definição e estética clássica | Hipertrofia de membros superiores + reforço de pernas | Redução de água 5‑7 dias antes; treino de “peak‑week" de alta frequência |
| Mr. Olympia (Classic Physique) | Maior exigência de densidade muscular e detalhe de poses | Incremento de massa magra em todo o corpo, atenção ao abdômen e coxas | Fase de “carb‑loading" e ajuste de sódio nas 48h finais |
| Pro Show (ex.: Detroit Pro) | Pontuação baseada em apresentação geral e originalidade | Manutenção de nível competitivo, foco em recuperação rápida | Treino de manutenção + manipulação de fluidos para visualização rápida |
Qual escolher pro seu caso
Para atletas amadores ou profissionais que desejam alinhar a escolha do evento ao seu estágio de desenvolvimento, considere:
- Iniciante em Classic Physique: procure provas regionais ou Pro Shows menores, onde a exigência de densidade muscular ainda é moderada.
- Atleta intermediário: o Arnold Classic oferece palco de grande visibilidade e critérios que valorizam a estética clássica, ideal para quem já tem boa simetria.
- Competidor de elite: a Mr. Olympia é o ápice; requer volume muscular máximo, baixa gordura corporal e refinamento de poses.
Independentemente do objetivo, a literatura recomenda acompanhamento nutricional e de suplementação. Helms, Aragon e Fitschen (2014) destacam a importância de um plano de macronutrientes ajustado ao período de “bulking” ou “cutting”, enquanto Lambert, Frank e Evans (2004) apontam que a proporção proteína‑carboidrato‑gordura deve ser periodizada de acordo com a fase de treinamento.
Principais pontos da preparação de Vissers
- Foco intenso nas pernas após pular a Olympia 2025, visando equilibrar a proporção tronco‑perna.
- Uso de estratégias de pico de volume e definição nas semanas que antecedem o Arnold Classic.
- Avaliação de vídeos de competições anteriores para identificar pontos fortes e fracos, como observado ao comparar suas poses com as de Ramon Dino.
- Planejamento logístico: disponibilidade de viajar de Columbus a Detroit em curto prazo, o que pode influenciar a escolha de competições simultâneas.
Alimentos brasileiros com bodybuilding
Embora o conteúdo-base não detalhe dietas, estudos de Helms et al. (2014) sugerem que atletas de bodybuilding podem usar fontes proteicas de fácil acesso no Brasil, como:
- feijão preto cozido (≈ 8 g de proteína por 100 g)
- carne magra de patinho (≈ 22 g de proteína por 100 g)
- ovo inteiro (≈ 13 g de proteína por 100 g)
- queijo cottage (≈ 11 g de proteína por 100 g)
Esses alimentos combinam bem com a estratégia de distribuição de proteína ao longo do dia, recomendada para otimizar a síntese muscular.
Erros que sabotam o resultado
Mesmo atletas experientes podem cair em armadilhas que comprometem a performance no palco. Entre os mais comuns estão:
- Negligenciar a recuperação: treinos excessivos nas semanas de pico podem gerar overtraining e perda de definição.
- Desconsiderar a hidratação: alterações bruscas no consumo de água podem afetar a aparência muscular e a saúde renal.
- Focar apenas em um grupo muscular: como Vissers percebeu, ignorar o desenvolvimento das pernas prejudica a simetria exigida em competições de Classic Physique.
- Não ajustar a dieta ao ciclo de competição: a falta de “carb‑loading" ou de redução de sódio nas 48 h finais pode impedir o preenchimento muscular desejado.
Para evitar esses erros, a orientação de um nutricionista esportivo e de um treinador especializado deve ser buscada pelo menos uma vez ao ano, garantindo que a periodização de treino, dieta e suplementação esteja alinhada ao calendário de provas.
Quando procurar um profissional
Se você está planejando competir ou pretende melhorar a composição corporal de forma segura, a avaliação de um profissional de educação física ou de nutrição esportiva é indispensável. Eles podem adaptar protocolos de treinamento, ajustar macronutrientes e monitorar a saúde geral, reduzindo riscos associados a dietas restritivas ou a sobrecarga de treino.


