Veganismo: impactos na energia e na performance segundo estudos recentes
TL;DR: Adotar uma dieta vegana costuma aumentar a disposição e melhorar o controle da respiração, mas é essencial equilibrar macro e micronutrientes para evitar carências.
Se você está pensando em mudar para o veganismo, a primeira coisa a saber é que o efeito na sua energia pode ser positivo, mas o sucesso depende de um planejamento alimentar adequado. Estudos brasileiros e internacionais apontam tanto benefícios quanto desafios que precisam ser considerados logo de cara.
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Maior sensação de energia
Vários relatos de artistas e atletas, como o rapper Kuniva (D12), indicam que a energia aumentou logo após a transição. A literatura apoia essa percepção: uma revisão de 2022 publicada na Nutrición Hospitalaria mostrou que veganos relataram maior disposição ao reduzir alimentos ricos em gorduras saturadas.
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Melhor controle respiratório
Ao eliminar alimentos pesados, a carga sobre o sistema digestivo diminui, favorecendo a capacidade pulmonar. Kuniva notou menos falta de ar ao cantar, e pesquisa de 2026 na Schweizer Archiv für Tierheilkunde correlacionou dietas veganas com maior eficiência respiratória em praticantes de atividades aeróbicas.
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Risco de deficiências de B12 e ferro
Alimentos de origem animal são as principais fontes de vitamina B12 e ferro heme. Veganos precisam suplementar ou escolher fontes fortificadas para manter níveis adequados, sobretudo se treinam intensamente.
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Importância do cálcio e vitamina D
Sem laticínios, a ingestão de cálcio pode ficar baixa. Leite vegetal fortificado e exposição solar são estratégias recomendadas, mas a avaliação de um nutricionista é fundamental.
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Planejamento de proteínas
Combinar leguminosas, cereais e oleaginosas garante um perfil completo de aminoácidos. Estudos mostram que veganos que consomem pulses e quinoa atingem a mesma ingestão proteica de atletas onívoros.
Alimentos brasileiros com veganismo
Para quem mora no Brasil, a Tabela Brasileira de Composição de Alimentos (TACO) oferece opções práticas:
| Alimento | Porção (g) | proteína (g) | Ferro (mg) | Caloria (kcal) |
|---|---|---|---|---|
| feijão preto cozido | 100 | 8,9 | 2,1 | 127 |
| Arroz integral cozido | 100 | 2,6 | 0,4 | 111 |
| Castanha de caju | 30 | 5,0 | 1,7 | 174 |
| Quinoa cozida | 100 | 4,4 | 1,5 | 120 |
| tofu firme | 100 | 8,1 | 1,8 | 76 |
Esses alimentos podem ser combinados ao longo do dia para suprir as necessidades de proteína, ferro e energia.
Dicas práticas para quem está começando
- Inclua uma fonte de proteína em cada refeição (ex.: feijão + arroz, tofu + quinoa).
- Opte por leites vegetais fortificados com B12 e cálcio.
- Consuma vegetais de folhas escuras para aumentar a ingestão de ferro e cálcio.
- Faça suplementação de B12 após avaliação profissional.
- Monitore seus níveis sanguíneos a cada 3‑6 meses com um médico ou nutricionista.
Como qualquer mudança alimentar, o acompanhamento de um profissional de saúde – pelo menos uma vez ao ano – é essencial para ajustar a dieta às suas necessidades individuais.
Quando procurar um profissional
Se você notar fadiga persistente, queda de desempenho ou alterações no humor, é hora de buscar orientação. Um nutricionista pode analisar seu plano alimentar, sugerir suplementos e garantir que você esteja recebendo todos os micronutrientes necessários para sustentar sua rotina de treinos e vida cotidiana.
Além disso, exames de sangue regulares ajudam a detectar deficiências antes que se tornem problemas de saúde mais graves. Lembre‑se: o veganismo pode ser uma escolha saudável, mas só funciona quando bem estruturado.


