Uma rotina semanal bem estruturada de treinamento de força combina sessões de membros inferiores, superiores, condicionamento e corpo inteiro, permitindo ganho de massa muscular e melhora da performance.
Como fazer
- Segunda‑feira – Potência de membros inferiores
- trap‑bar deadlift – 4 séries de 5 repetições
- Bulgarian split squat – 3 séries de 8 repetições por perna
- barbell hip thrust – 3 séries de 10 repetições
- Seated leg curl – 3 séries de 12 repetições
- Box jumps – 3 séries de 5 repetições
Priorize a execução controlada nos movimentos de puxada e extensão, mantendo a coluna neutra.
- Terça‑feira – Força de parte superior
- Incline dumbbell press – 4×8
- Weighted pull‑ups (ou assistidas) – 4×6‑8
- Chest‑supported row – 3×10
- Seated dumbbell shoulder press – 3×8
- cable triceps extensions – 3×12
Concentre‑se em amplitude completa e evite balanços que comprometam a postura.
- Quarta‑feira – Condicionamento atlético
Realize 4 rodadas, descansando 60‑90 s entre elas:
- sled push – 20 m
- battle ropes – 30 s
- kettlebell swings – 15 repetições
- Shuttle runs – 20 m ida e volta
- Plank shoulder taps – 20 toques
Esse circuito desenvolve velocidade, resistência cardiovascular e estabilidade do core.
- Quinta‑feira – Costas e bíceps (pull‑day)
- Barbell bent‑over row – 4×8
- Neutral‑grip lat pulldown – 3×10
- Single‑arm cable row – 3×10 por lado
- ez‑bar preacher curl – 3×10
- Incline dumbbell curl – 3×12
Mantenha o tronco firme e evite hiperextensão lombar.
- Sexta‑feira – Treino de corpo inteiro
- Front squat – 3×8
- Dumbbell bench press – 3×10
- Romanian deadlift – 3×10
- Walking lunges – 3×12 por perna
- Farmer’s carries – 4×30 m
Esses exercícios compostos recrutam múltiplos grupos musculares, maximizando o estímulo hormonal.
Erros comuns
- Negligenciar o aquecimento específico, o que eleva risco de lesão.
- Usar carga excessiva sem controle de técnica, comprometendo a amplitude.
- Descansar menos de 60 s entre séries de força, reduzindo a recuperação de ATP.
- Não registrar o volume de treino, dificultando a progressão.
- Ignorar a necessidade de acompanhamento profissional pelo menos uma vez por mês para ajustar carga e volume.
Dicas avançadas
- Integre variações de tempo sob tensão (ex.: 3‑1‑3) nos movimentos de força para estimular hipertrofia.
- Alterne a pegada no deadlift (trap‑bar vs barra reta) a cada 4‑6 semanas para evitar platôs.
- Inclua sessões de mobilidade de quadril e ombro nos dias de descanso ativo.
- Combine o treinamento de força com aeróbico moderado, como caminhada de 30 min, para melhorar a função endotelial, conforme estudo de Oliveira et al. (2021) publicado nos Arquivos Brasileiros de Cardiologia.
- Utilize um diário de treino digital para monitorar carga, repetições e sensação de esforço (RPE).
Alimentos brasileiros que potencializam o treinamento de força
| Alimento | Porção | Proteína (g) | Carboidrato (g) | Gordura (g) |
|---|---|---|---|---|
| Feijão preto cozido | 1 xícara (170 g) | 9 | 40 | 0,9 |
| Arroz integral | 1 xícara (195 g) | 5 | 45 | 1,8 |
| Peito de frango grelhado | 100 g | 31 | 0 | 3,6 |
| Ovo inteiro | 1 unidade (50 g) | 6 | 0,4 | 5 |
| Banana prata | 1 unidade média (100 g) | 1,2 | 23 | 0,3 |
Esses alimentos fornecem aminoácidos essenciais e energia de liberação lenta, favorecendo a recuperação muscular após sessões intensas.
Como incluir na rotina
Planeje as refeições ao redor dos treinos: carboidrato de absorção rápida (ex.: banana) 30 min antes e proteína de alta qualidade (ex.: peito de frango ou ovos) até 2 h pós‑treino. Mantenha hidratação adequada (≈ 35 ml/kg de peso) e durma ao menos 7 h por noite para otimizar a síntese proteica.
“A consistência na execução técnica e a progressão gradual de carga são os pilares de um treinamento de força eficaz.” – Personal Trainer certificado


