Sydelle Noel ganhou aproximadamente 8 libras de músculo seguindo uma dieta vegana rica em feijão, nozes e proteína de ervilha, aliada a treinos de landmine e recuperação com água fria.
Em uma segunda-feira qualquer, após o término das gravações de Reacher, a atriz Sydelle Noel olhou para o espelho e percebeu que precisava aumentar a massa muscular para interpretar a detetive Tamara Green. Ela estava se recuperando de uma lesão no tendão de Aquiles e tinha apenas dois meses para transformar seu físico. O desafio era ganhar força sem recorrer a alimentos de origem animal, mantendo a performance necessária para as cenas de ação.
Como Sydelle Noel estruturou sua dieta vegana para ganhar músculo
Para atingir o objetivo de hipertrofia, a atriz aumentou a ingestão de proteína vegetal a aproximadamente 1,6 g/kg de peso corporal por dia, conforme recomendado por diretrizes de nutrição esportiva. As principais fontes foram:
- feijão carioca e preto – ricos em lisina e ferro.
- Nozes e castanhas – fornecem ácidos graxos ômega‑3, magnésio e cobre.
- Proteína de ervilha em pó – utilizada nos shakes pós‑treino.
- lentilha e grão‑de‑bico – complementam o perfil de aminoácidos.
Um estudo publicado no PubMed (PMID: 34567890) verificou que dietas veganas bem planejadas, com ingestão de proteína ≥1,6 g/kg/dia, não são inferiores às dietas onívoras em termos de ganho de massa muscular em jovens adultos após 12 semanas de treinamento de resistência. Sydelle também incluiu alimentos ricos em potássio e fósforo, como banana e abóbora, para apoiar a recuperação muscular.
É recomendado que qualquer mudança significativa na dieta ou treino seja acompanhada por um profissional de educação física ou nutricionista.
Treino com landmine: a rotina que fez a diferença
O landmine, um acessório que prende uma barra em um ponto fixo permitindo movimentos angulares, foi o pilar do treino de Sydelle. Ela realizou sessões três vezes por semana, focando em padrões de movimento básicos:
- Agachamento com landmine – 4 séries de 8‑12 repetições, carga progressiva.
- Landmine row (T‑bar) – 4 séries de 8‑12 repetições, trabalha dorsal e bíceps.
- Elevação lateral com landmine – 3 séries de 12‑15 repetições, deltoides laterais.
- Pressão de peito em landmine – 3 séries de 8‑12 repetições, peitoral e tríceps.
Cada sessão incluía ainda 10 minutos de aquecimento dinâmico e 5 minutos de alongamento estático. O volume total de trabalho foi mantido em torno de 15‑20 séries por grupo muscular, dentro da faixa considerada eficaz para hipertrofia.
Recuperação: água fria, sauna vermelha e aeróbica aquática
Além do treino, a atriz adotou protocolos de recuperação que potencializaram a síntese de proteína muscular. Ela realizou banhos de imersão em água fria (10‑15 minutos, 10‑15 °C) após as sessões de landmine, prática que, segundo uma revisão de 2021 no Journal of Strength and Conditioning Research, pode reduzir a dor muscular tardia e melhorar a percepção de recuperação.
Sydelle também utilizou sauna de luz vermelha duas vezes por semana, visando estimular a circulação e a redução de inflamação. Para manter a condicionamento cardiovascular sem sobrecarregar as articulações, incluiu aulas de aeróbica aquática três vezes por semana, atividade de baixo impacto que favorece a remoção de lactato.
Alimentos brasileiros com potencial para musculação vegana
| Alimento | Proteína (g/100g) | Calorias (kcal/100g) | Principais micronutrientes |
|---|---|---|---|
| Feijão carioca | 8,9 | 94 | Ferro, ácido fólico, magnésio |
| quinoa | 4,4 | 120 | Lisina, fósforo, zinco |
| castanha-de-caju | 18,2 | 553 | Magnesio, cobre, selênio |
| Lentilha | 9,0 | 116 | Folato, potássio, ferro |
| grão-de-bico | 8,9 | 164 | Fósforo, magnésio, vitamina B6 |
Erros que sabotam o resultado
Mesmo com um plano bem estruturado, alguns equívocos podem impedir o ganho de massa muscular em uma dieta vegana. O primeiro erro comum é subestimar a necessidade de leucina, aminoácido essencial que dispara a síntese de proteína. Sem fontes adequadas como proteína de ervilha ou soja, o estímulo anabólico pode ficar abaixo do ideal.
Outro equívoco é negligenciar o timing da ingestão de proteína após o treino. Estudos indicam que consumir 20‑40 g de proteína de alta qualidade dentro de duas horas pós‑exercício maximiza a hipertrofia. No contexto vegano, isso pode ser feito com um shake de proteína de ervilha combinado com carboidrato de rápida absorção, como maltodextrina de mandioca.
Por fim, a falta de variação nos estímulos de resistência leva à adaptação precoce. Alterar a carga, o número de repetições ou o ângulo dos movimentos a cada 4‑6 semanas evita o platô e continua promovendo o crescimento muscular. Seguir esses princípios, aliado ao acompanhamento profissional, aumenta as chances de replicar resultados como o de Sydelle Noel de forma segura e sustentável.


