📱 App Dieta e Treino
DT DietaeTreino
Treino

Ramon Dino: evolução do clássico physique rumo ao Mr. Olympia 2026

· · 4 min de leitura
Um fisiculturista musculoso com uma barriga de abdominais definida e braços com cordas de treino ao fundo
Compartilhar WhatsApp

TL;DR: Ramon Dino intensificou o treino de dorsal, ajustou a ingestão de macronutrientes e adotou suplementação estratégica para corrigir a fraqueza apontada na Olympia 2025 e aumentar suas chances de vitória em 2026.

É segunda‑feira, a dieta começou ontem e a primeira sessão de treino já está marcada. Você já se perguntou como um atleta de elite ajusta cada detalhe para melhorar um ponto crítico – como o dorsal de Ramon “Dino” Queiroz – antes de um campeonato mundial? Este artigo narra o cenário atual do clássico physique e oferece um guia prático para quem busca aplicar princípios de bodybuilding respaldados por evidência científica.

Contexto competitivo de Dino em 2025‑2026

Após perder o título no Arnold Classic 2024 e ficar em quarto lugar na Olympia 2025, Dino entrou no off‑season de 2025 com o objetivo de dominar o Classic Physique por cinco anos consecutivas. O juiz Steve Weinberger destacou que o dorsal foi um ponto fraco nas avaliações de 2025, o que motivou uma reestruturação de treino e nutrição.

AnoEventoPosiçãoObservação
2023Arnold ClassicPrimeiro título internacional
2024Arnold ClassicDerrota para Wesley Vissers
2025Mr. OlympiaBack considerado fraco
2026Mr. OlympiaEm disputaFoco no dorsal

Guia prático para melhorar o dorsal em bodybuilding

1. Estrutura de treino baseada em volume e intensidade

Helms et al. (2014) recomendam ciclos de 4‑6 semanas com 12‑20 séries semanais por grupo muscular, distribuídas em 2‑3 sessões. Dino adotou a seguinte divisão:

  • Dia 1 – Pull‑Heavy: 4 séries de 4‑6 repetições de barra fixa com peso adicional, 4 séries de 6‑8 repetições de remada curvada.
  • Dia 2 – Pull‑Volume: 5 séries de 12‑15 repetições de puxada alta, 4 séries de 12‑15 repetições de puxada baixa.
  • Dia 3 – Técnica/Isolamento: 3 séries de 20 repetições de face pull, 3 séries de 20 repetições de pull‑over.

Esta periodização segue o modelo de Rukstela & Helms (2023), que enfatiza a variação de estímulos para evitar platôs.

2. Nutrição orientada por macronutrientes

Lambert et al. (2004) apontam que bodybuilders de elite consomem 2,3‑2,7 g de proteína/kg de peso corporal, 1,0‑1,5 g de gordura e o restante em carboidratos. Para Dino (84 kg), a distribuição média seria:

MacronutrienteQuantidade diáriaFonte típica (Brasil)
Proteína190 gPeito de frango, ovo, whey
Carboidrato300 gArroz integral, batata doce, mandioca
Gordura80 gAbacate, azeite, castanhas

Essas quantidades variam conforme a fase de preparação e a resposta individual; consulte um nutricionista para ajustes personalizados.

3. Suplementação estratégica

Estudos recentes (Tidmas et al., 2022) sugerem que creatina monohidratada (3‑5 g/dia) e beta‑alanina (2‑3 g/dia) auxiliam na performance de alta intensidade, sem comprometer a função renal quando usadas dentro dos limites recomendados. Dino inclui:

  • Creatina monohidratada – 5 g pós‑treino.
  • Beta‑alanina – 2 g divididos em duas doses.
  • Whey protein – 30 g imediatamente após o treino.

É imprescindível acompanhamento profissional pelo menos 1× ao mês para monitorar parâmetros renais e hormonais.

4. Recuperação e controle de estresse

Além do sono de 7‑9 h, Dino incorpora sessões de fisioterapia e técnicas de liberação miofascial. Um estudo brasileiro publicado na Revista Brasileira de Medicina do Esporte (2021) mostrou que a massagem de 30 min reduz cortisol em 15 % e melhora a recuperação muscular.

Alimentos brasileiros que favorecem o bodybuilding

Integrar alimentos locais pode otimizar a ingestão de micronutrientes essenciais:

  • feijão preto: 8 g de proteína e alto teor de ferro.
  • Quinoa brasileira: fonte completa de aminoácidos.
  • Açaí: antioxidantes que mitigam o estresse oxidativo pós‑treino.
  • Peixe‑galo: rico em ômega‑3, importante para inflamação.

Quem pode e quem deve evitar

O protocolo de Dino é indicado para atletas avançados que já dominam a técnica de levantamento e têm acompanhamento médico. Iniciantes devem focar em bases de força antes de aplicar volume tão elevado, pois o risco de lesões aumenta sem supervisão adequada.

Por onde começar com segurança

1. Avaliação inicial: exames de sangue, avaliação postural e teste de força máxima.

2. Planejamento de macro‑nutrição: ajuste calórico de acordo com objetivo (bulking ou cutting).

3. Implementação gradual: aumente o volume de dorsal em 10 % a cada duas semanas, monitorando a fadiga.

4. Revisão mensal: ajuste de carga, suplementação e dieta com profissional de saúde.

Erros que sabotam o resultado

Mesmo atletas de elite cometem deslizes que comprometem a progressão:

  • Negligenciar a recuperação – sobre‑treino leva a catabolismo.
  • Excesso de cardio em fase de bulking – reduz massa magra.
  • Suplementação sem orientação – risco de sobrecarga renal.
  • Falta de variação de estímulo – adaptações diminuem a resposta.

Ao evitar esses erros e seguir as recomendações baseadas em evidência, você maximiza suas chances de melhorar o dorsal e alcançar um patamar competitivo similar ao de Ramon Dino.

Aviso médico

Este conteúdo tem caráter informativo e educacional, e não substitui orientação profissional. Consulte sempre um(a) nutricionista, médico(a) ou educador(a) físico(a) antes de adotar dietas, suplementos ou rotinas de exercício, especialmente se você tem condições de saúde preexistentes, está grávida, amamentando ou tem menos de 18 anos. Resultados individuais variam.

Perguntas frequentes

Qual a frequência ideal de treino para o dorsal em preparação de bodybuilding?
A maioria dos protocolos avançados recomenda 2‑3 sessões semanais, totalizando 12‑20 séries por semana, com variação de carga e volume.
É seguro usar creatina e beta‑alanina simultaneamente?
Sim, quando consumidas dentro das doses recomendadas (3‑5 g de creatina e 2‑3 g de beta‑alanina), não há evidência de risco renal em atletas saudáveis.
Quantas vezes por ano devo fazer avaliação médica para bodybuilding?
O ideal é ao menos uma vez ao ano, ou a cada mudança de fase (bulking/cutting), para monitorar hormônios, função renal e perfil lipídico.

Fontes e pesquisas

Artigos científicos e pesquisas consultadas sobre bodybuilding.

🔬 Estudos internacionais (PubMed)

Estas fontes foram consultadas automaticamente. Este artigo não substitui orientação profissional.

DT
Gostou? Baixe o app Dieta e Treino

Tire foto da comida e veja as calorias. Calculadora de macros + treinos personalizados.

▶ Baixar na Play Store

Veja também

Compartilhar WhatsApp