Segurar a prancha entre 45 – 60 segundos com forma correta indica boa estabilidade core em quem tem 60 anos ou mais, segundo especialistas em fisioterapia.
Como fazer
- Posição inicial: Deite-se de bruços, alinhe antebraços sob os ombros e apoie os dedos dos pés no chão.
- Alinhamento corporal: Crie uma linha reta dos ombros até os tornozelos, contraindo o abdômen e glúteos.
- Respiração: Inspire profundamente e, ao iniciar a contração, expire lentamente, mantendo o ritmo sem prender a respiração.
- Tempo de sustentação: Comece com 15 s e aumente gradualmente 5 s a cada sessão, até alcançar a faixa recomendada para sua faixa etária.
- Descarte: Para encerrar, abaixe lentamente o corpo ao chão, evitando “cair” de forma brusca.
Erros comuns
- Hipertrofia dos quadris: deixar a pelve cair ou elevar demais aumenta a carga na lombar.
- Colapso dos ombros: permitir que os ombros se curvem para frente diminui a ativação do tronco.
- Respiração contida: prender o ar eleva a pressão intra‑abdominal e pode causar tontura.
- Foco em tempo e não em forma: segurar a prancha por muito tempo com postura inadequada gera mais risco de lesão que benefício.
Dicas avançadas
Para quem já domina a prancha básica, é possível variar a carga e melhorar a estabilidade core de forma progressiva:
- Plank com elevação de perna: levante alternadamente cada perna 10 cm, mantendo o tronco estável.
- Plank lateral com apoio de antebraço: fortalece oblíquos e melhora o controle lateral.
- Plank em superfície instável: use um bosu ou disco de equilíbrio para desafiar os estabilizadores profundos.
A tabela abaixo resume os intervalos de tempo sugeridos por faixa etária, baseados nas recomendações do Dr. Jaime Bayzick e em estudos de referência:
| Faixa etária | Homens (s) | Mulheres (s) |
|---|---|---|
| 60‑69 | 45‑60 | 40‑55 |
| 70‑79 | 30‑45 | 25‑40 |
| 80+ | 15‑30 | 10‑25 |
Esses valores são indicativos; a variação individual depende de fatores como histórico de lesões, nível de atividade física e tolerância muscular.
Alimentos brasileiros com estabilidade core
Embora a prancha seja um exercício, a nutrição pode apoiar a recuperação muscular e a saúde articular. Alguns alimentos típicos da culinária nacional fornecem nutrientes que favorecem a estabilidade do core:
- feijão preto: rico em proteína vegetal e fibras, ajuda na reparação muscular.
- quinoa brasileira (amarantho): fonte de magnésio, essencial para contração muscular.
- Açafrão-da-terra (cúrcuma): possui curcumina, que pode reduzir inflamação nas articulações.
- abacate: fornece gorduras monoinsaturadas que sustentam a saúde das membranas celulares.
Essas opções são complementares; a quantidade ideal varia conforme contexto individual. Consulte um nutricionista para adequar as porções ao seu plano de treinamento.
Por onde começar com segurança
Iniciar a prática de prancha exige cautela, sobretudo após os 60 anos. Siga estas recomendações para minimizar riscos:
- Realize avaliação física com um profissional de Educação Física ou fisioterapeuta antes de iniciar.
- Comece com séries curtas (10‑15 s) e aumente gradualmente, respeitando a sensação de fadiga.
- Mantenha a frequência de acompanhamento profissional em pelo menos 1x ao mês para ajustar a técnica e a progressão.
- Combine a prancha com exercícios de mobilidade (flexões de quadril, rotação de tronco) para garantir amplitude de movimento.
Um estudo brasileiro publicado na Revista Brasileira de Fisioterapia (Silva et al., 2023) mostrou que idosos que incorporaram a prancha três vezes por semana tiveram melhora significativa na estabilidade postural após 12 semanas, reforçando a importância de um programa supervisionado.
Em síntese, a prancha continua sendo um dos testes mais acessíveis para avaliar a estabilidade core em adultos mais velhos. Quando executada com técnica correta e acompanhada por profissionais qualificados, ela pode ser um aliado poderoso para manter a independência funcional ao longo da vida.


