Segurar a prancha por cerca de 60 segundos após os 60 anos, mantendo a forma correta, é considerado um indicativo de excelente força do core, segundo especialistas.
Como fazer
- Posicione os antebraços no chão, com os cotovelos alinhados sob os ombros.
- Estenda as pernas, apoiando-se nas pontas dos pés.
- Alinhe o corpo formando uma linha reta dos ombros aos calcanhares.
- Evite que os quadris subam ou desçam; mantenha a postura neutra.
- Respire normalmente e segure até que a forma comece a ceder; registre o tempo.
Erros comuns
- Quadris caídos: reduz a ativação dos músculos abdominais e sobrecarrega a lombar.
- Elevação excessiva dos quadris: transforma o exercício em um “hip thrust” e diminui a carga no core.
- Segurar a respiração: eleva a pressão intra‑abdominal e pode gerar tontura.
- Alinhar os cotovelos à frente dos ombros: aumenta o estresse nos ombros e compromete a estabilidade.
- Desistir antes de 30 s por medo de errar: a qualidade da contração curta supera um tempo maior com técnica falha.
Dicas avançadas
Para quem já consegue 60 s com perfeição, algumas variações aumentam o estímulo sem sacrificar a forma:
- Prancha com elevação alternada de pernas: levante uma perna de cada vez, mantendo a linha corporal.
- Prancha com toque de ombro: toque o ombro oposto com a mão, alternando, para desafiar a estabilidade rotacional.
- Tempo sob tensão (TUT) progressivo: aumente 5 s a cada duas semanas, sempre verificando a postura.
- Uso de superfícies instáveis: coloque os antebraços sobre um bosu ou tapete de espuma para recrutar mais fibras estabilizadoras.
Um estudo brasileiro publicado na Revista Brasileira de Fisioterapia demonstrou que programas de treinamento de core com progressão de tempo melhoram significativamente a capacidade de equilíbrio em idosos (Silva et al., 2022). Isso reforça a ideia de que a progressão gradual, e não a quantidade de repetições, é o que gera resultados duradouros.
Além disso, a pesquisa de Jeong et al. (2022) – STROBE study – encontrou correlação entre o controle motor lumbopélvico e a resistência dos músculos do core durante a marcha, indicando que um core forte impacta diretamente na mobilidade cotidiana.
É fundamental que a avaliação e a progressão sejam acompanhadas por um profissional de educação física ou fisioterapeuta pelo menos uma vez por mês, garantindo que a carga seja adequada e que a técnica permaneça impecável.
Por onde começar com segurança
Inicie testando sua capacidade atual: deite-se no chão, assuma a posição de prancha e conte quantos segundos consegue manter a linha reta sem que os quadris cederem. Anote o número e repita o teste duas vezes na mesma semana para obter um valor médio.
Se o tempo estiver abaixo de 30 s, foque em reforçar a postura antes de buscar maior duração. Utilize a técnica descrita na seção "Como fazer" e pratique 3 a 4 vezes por semana, intercalando dias de descanso para permitir a recuperação muscular.
À medida que a resistência melhora, incorpore as variações avançadas listadas anteriormente, sempre priorizando a qualidade da execução. Lembre‑se de que a meta de 60 s não é um número mágico, mas um referencial útil para avaliar a evolução da força do core em adultos acima de 60 anos.
| Tempo de prancha | Nível de força do core |
|---|---|
| 0‑30 s | Iniciante – necessidade de reforço técnico |
| 30‑45 s | Intermediário – boa estabilidade, ainda evolui |
| 45‑60 s | Avançado – resistência adequada para a faixa etária |
| >60 s | Elite – desempenho acima da média para >60 anos |
Manter a consistência, observar a forma e buscar orientação profissional são os pilares para transformar a prancha em um verdadeiro termômetro da saúde do seu core.


