Nick Walker, atual destaque do Men's Open, reduziu sua rotina para quatro dias de treinamento semanal e contratou o técnico Prabh Dhaliwal para aliviar a carga mental nas semanas de pico.
Como fazer
- Defina a frequência ideal. Walker optou por quatro sessões, distribuídas em segunda, terça, quinta e sexta. Estudos como o de Oliveira et al. (2021) mostram que combinações de resistência e aeróbio em 3‑4 dias/semana melhoram a recuperação cardiovascular.
- Estruture a sequência de grupos musculares. A nova divisão de Walker segue o padrão:
- Segunda: peito + tríceps
- Terça: costas + ombros
- Quinta: toque rápido em costas + peito (volume leve)
- Sexta: pernas (dia pesado)
- Inclua um dia de “touch‑up”. Na quinta‑feira, Walker realiza exercícios leves de costas e peito para melhorar a conexão neuromuscular sem gerar fadiga excessiva.
- Monitore a fadiga. Ele testou um quinto dia (extra de costas) e percebeu queda de performance. Use um diário de treino ou aplicativos de RPE para ajustar a carga.
- Contrate acompanhamento profissional. A decisão de contratar um coach visa reduzir o estresse cognitivo nas semanas de pico, quando a “brain fog” pode comprometer a execução técnica.
- Planeje a fase de pico. Na última semana antes da competição, simplifique a escolha de exercícios, mantenha volume moderado e priorize a recuperação (sono, nutrição, hidratação).
Erros comuns
Mesmo atletas experientes podem cair em armadilhas que comprometem resultados:
- Excesso de volume em dias de alta frequência. Acrescentar um quinto dia sem avaliação objetiva pode gerar overtraining.
- Negligenciar o descanso. Fins de semana “off” são essenciais; pular o descanso aumenta cortisol e diminui síntese proteica.
- Não adaptar a carga mental. A fase de pico exige menos decisões; delegar a um coach pode ser a diferença entre foco total e distração.
- Manter um dia de braço isolado sem propósito. Walker eliminou o dia exclusivo de braços, pois o estímulo já está presente em peito, costas e ombros.
Dicas avançadas
Para atletas que já dominam a estrutura básica, considere:
- Periodização ondulatória. Alterne intensidade (hipertrofia, força, potência) a cada duas semanas para evitar platôs.
- Treino de resistência vascular. Incorporar 2‑3 séries de 15‑20 repetições com carga moderada melhora a função endotelial, conforme Oliveira et al. (2021).
- Uso de técnicas de “pre‑exhaustion”. Comece o dia de peito com flyes antes do supino para maximizar recrutamento de fibras.
- Monitoramento de biomarcadores. Avaliar níveis de cortisol e testosterona antes e depois da fase de pico pode orientar ajustes finos.
Alimentos brasileiros que potencializam o treinamento
| Alimento | Porção | Proteína (g) | Carboidrato (g) | Gordura (g) |
|---|---|---|---|---|
| feijão preto | 1 xícara cozida | 15 | 40 | 0,9 |
| peito de frango grelhado | 150 g | 31 | 0 | 3,6 |
| Arroz integral | ½ xícara cozida | 2,5 | 22 | 1,0 |
| açaí (puro) | 100 g | 2 | 12 | 5,0 |
Combine esses alimentos nas refeições pós‑treino para otimizar a síntese muscular e a reposição de glicogênio.
Quem pode e quem deve evitar
Atletas iniciantes ainda não habituados a alta carga volumétrica devem começar com três sessões semanais e evoluir gradualmente. Pessoas com hipertensão devem priorizar a combinação de resistência leve e aeróbio, conforme evidência de Oliveira et al. (2021). Sempre consulte um profissional de educação física e, se necessário, um médico, pelo menos uma vez ao ano, para adaptar o plano ao seu estado de saúde.
Por onde começar com segurança
Antes de aplicar a divisão de Nick Walker, avalie sua capacidade de recuperação, registre RPE e ajuste a carga mental com apoio de um coach ou mentor. Inicie com quatro dias, teste a inclusão de um “touch‑up” leve e, se a fadiga subir, reduza o volume ou volte a três sessões. O acompanhamento profissional garante que as mudanças produzam ganhos mensuráveis sem comprometer a saúde.


