TL;DR: Matt Greggo mudou da Classic Physique para a categoria Men’s Open e agora foca em ganhar volume significativo, um percurso que demanda planejamento de dieta, treino de força e acompanhamento de especialistas.
Comparativo entre as principais divisões de fisiculturismo
| Divisão | Objetivo estético | Massa muscular típica | Critério de julgamento | Perfil de atleta |
|---|---|---|---|---|
| Men’s Physique | Silhueta atlética, menos volume | Até 220 lb (100 kg) com definição | Proporção V‑taper, definição de abdômen | Atletas que priorizam estética de praia |
| Classic Physique | Forma clássica dos anos 70, volume moderado | 220‑250 lb (100‑113 kg) com linhas suaves | Simetria, proporções clássicas, definição | Competidores que buscam equilíbrio entre volume e estética |
| Men’s Open (Open Bodybuilding) | Máximo volume e densidade muscular | 300 lb (136 kg) ou mais, com alta densidade | Volume total, densidade, definição de detalhes | Atletas focados em hipertrofia extrema e força |
Qual escolher para o seu caso
A escolha da divisão depende de três fatores principais: objetivo de tamanho, tempo disponível para desenvolvimento e perfil genético. Abaixo, orientações para diferentes perfis:
- Busca de volume moderado e estética clássica: a Classic Physique oferece um equilíbrio entre massa e definição, ideal para quem tem histórico em Men’s Physique e deseja evoluir sem ultrapassar 250 lb.
- Objetivo de massa máxima: o Men’s Open requer ingestão calórica muito acima da manutenção e foco em exercícios compostos de alta carga. É indicado para atletas com experiência avançada e suporte profissional.
- Preferência por estética de praia e menor risco cardiovascular: Men’s Physique mantém o volume mais baixo, facilitando o controle de parâmetros metabólicos.
Matt Greggo exemplifica a transição para o Men’s Open: ele reconhece que “não é realista chegar ao top‑10 imediatamente” e que o “processo será de vários anos”. O plano inclui aumento calórico progressivo, treino de força orientado por Chris Aceto e monitoramento de saúde.
Alimentos brasileiros com fisiculturismo
Para sustentar o ganho de massa, atletas costumam priorizar fontes de proteína de alta qualidade, carboidratos de baixo índice glicêmico e gorduras saudáveis. A Tabela abaixo reúne alimentos típicos do Brasil e seus macronutrientes aproximados por 100 g:
| Alimento | Proteína (g) | Carboidrato (g) | Gordura (g) |
|---|---|---|---|
| peito de frango grelhado | ≈31 | ≈0 | ≈3,6 |
| carne bovina magra (patinho) | ≈26 | ≈0 | ≈7 |
| ovo inteiro | ≈13 | ≈1,1 | ≈10 |
| feijão preto cozido | ≈8,9 | ≈22,8 | ≈0,5 |
| arroz integral | ≈2,7 | ≈23 | ≈1,0 |
Combinar esses alimentos em refeições frequentes (5‑6 ao dia) ajuda a manter um balanço nitrogenado positivo, essencial para hipertrofia.
Riscos cardiovasculares no fisiculturismo
Estudos recentes apontam que atletas de alto nível podem apresentar alterações cardíacas. Mert et al. (2018) investigaram preditores não invasivos de arritmias em bodybuilders e encontraram associações entre volume de treino intenso, uso de suplementos e alterações eletrocardiográficas. Embora o risco seja relativamente baixo, a literatura recomenda avaliações cardiológicas periódicas, sobretudo em divisões que exigem ingestões calóricas muito elevadas.
Portanto, quem decide seguir o caminho do Men’s Open deve:
- Realizar exames de rotina (ECG, ecocardiograma) a cada 12 meses;
- Manter acompanhamento nutricional para evitar excessos de sódio e gorduras saturadas;
- Equilibrar volume de treino com recuperação adequada.
Erros que sabotam o resultado
Mesmo atletas experientes podem cair em armadilhas que retardam o progresso. Os principais erros observados em transições como a de Greggo incluem:
- Subestimar a necessidade calórica: reduzir a ingestão ao tentar “não ganhar gordura” impede o ganho de massa muscular.
- Negligenciar a periodização: treinos contínuos de alta carga sem fases de volume ou descarga aumentam o risco de lesões.
- Ignorar sinais de sobrecarga cardiovascular: falta de monitoramento pode levar a arritmias silenciosas.
- Falta de suporte profissional: treinamento sem orientação de coach experiente, como Chris Aceto, diminui a eficiência dos estímulos.
Para evitar esses problemas, recomenda‑se acompanhamento regular com nutricionista e médico esportivo, além de avaliações de força e composição corporal a cada 8‑12 semanas.
FAQ
- Qual a diferença principal entre Classic Physique e Men’s Open? A Classic Physique privilegia simetria e volume moderado, enquanto o Men’s Open foca no maior volume muscular possível, com densidade e detalhe como critérios de julgamento.
- Quanto tempo leva para ganhar 30 kg de massa? Não há cronograma fixo; depende de genética, dieta, treino e recuperação. Atletas como Greggo consideram um processo de vários anos.
- É seguro consumir suplementos para hipertrofia? Suplementos podem ser úteis, mas devem ser usados sob orientação de profissional de saúde para evitar efeitos adversos, especialmente em atletas de alta carga.
Em resumo, a mudança de Matt Greggo para o Men’s Open ilustra a complexidade de evoluir no fisiculturismo: requer planejamento nutricional rigoroso, treinamento de força avançado e monitoramento médico constante.


