Ilona Maher, bronze no rugby feminino em Paris 2024, estrutura a semana com dois treinos diários em campo, quatro sessões de musculação focadas em potência e até 20 mil passos de corrida, colocando a preparação coletiva acima de compromissos comerciais.
Treino de atleta olímpica vs. Treino funcional vs. Musculação tradicional
| Aspecto | Rotina olímpica de rugby (Ilona Maher) | Treino funcional/HIIT (ex.: burn boot camp) | Musculação tradicional (hipertrofia) |
|---|---|---|---|
| Frequência semanal | 10+ sessões (campo + academia + corrida) | 3 a 5 aulas de 45 min | 4 a 6 treinos divididos por grupamento |
| Foco principal | Potência, velocidade, resistência específica | Condicionamento geral, comunidade, queima calórica | Hipertrofia, força máxima, estética |
| Exercícios-chave | Agachamento, supino, arranco, sprints, drills de habilidade | Circuito misto: peso corporal, kettlebell, remo, bike | Supino, agachamento, terra, desenvolvimento, isoladores |
| Recuperação programada | Dia dedicado a reabilitação, mobilidade e sono | Dias de descanso ativo entre aulas | Descanso por grupamento muscular (split) |
| Indicação ideal | Atletas de alto rendimento em esportes de contato | Iniciantes e intermediários que buscam consistência | Fisiculturistas e quem prioriza ganho de massa magra |
Qual escolher pro seu caso
Se você joga rugby ou esporte de campo de alta intensidade, a periodização da Maher — blocos de força explosiva, velocidade e resistência específica — é o modelo. Para quem quer sair do sedentarismo ou ganha condicionamento sem complexidade, aulas tipo Burn Boot Camp entregam intensidade controlada e adesão pela comunidade. Já a musculação clássica serve melhor a quem busca hipertrofia pura e tem tempo para split bem desenhado. O ponto comum: todos exigem progressão de carga, sono consistente e acompanhamento profissional para ajustar volumes e evitar lesão.
Como a rotina da Maher se organiza na prática
A jogadora descreve a semana como dois treinos diários no campo — habilidades, velocidade e situações de jogo — somados a sessões de academia com ênfase em movimentos explosivos. Ela cita agachamento e supino como bases, além do supino inclinado com halteres, onde gosta de testar cargas progressivas: "faço um peso, sinto que dá pra subir mais, subo e consigo". Fora da academia, acumula cerca de 20 mil passos de corrida ao longo do dia. Um dia por semana é reservado à recuperação ativa, fisioterapia e mobilidade.
- Campo: dois períodos (manhã e tarde) com drills técnicos, velocidade e simulações de jogo.
- Academia: quatro dias com foco em potência — agachamento, supino, variações de puxada e empurrão explosivo.
- Corrida: volume alto distribuído nos treinos e deslocamentos, totalizando ~20 mil passos/dia.
- Recuperação: um dia voltado a reabilitação, alongamento, sono e nutrição.
Equilíbrio entre fama e compromisso com a equipe
Maher admite que a agenda de mídia — podcast, Dancing with the Stars, parcerias com adidas, maybelline e Burn Boot Camp — ficou pesada, mas reforça: "tenho que construir o podcast e o resto em torno da minha vida de treino, não o contrário". Ela recusa convites que conflitem com sessões obrigatórias da seleção. "Se minhas companheiras estão ralando, quero estar lá ralando com elas, não pegando o atalho fácil", diz. Esse alinhamento evita que a carga externa comprometa a adaptação fisiológica necessária para 2028.
Mensagem para mulheres que querem começar a treinar força
A parceria com Burn Boot Camp nasceu do relato recorrente de seguidoras: "quero ficar forte igual a você, mas não sei por onde começar e a academia me intimida". Maher destaca o ambiente de aula — 45 minutos, alta intensidade, mulheres se incentivando — como porta de entrada segura. Recomendação direta: procure um profissional de educação física para avaliar seu histórico, ensinar a técnica dos movimentos compostos (agachamento, terra, supino, remada) e montar uma progressão realista antes de entrar em qualquer programa de alta intensidade.
Como saber se está dando certo
Progresso no treino não se mede só no espelho. Acompanhe marcadores objetivos: melhora nos tempos de sprint ou na potência do salto, aumento de carga nos exercícios compostos com técnica mantida, qualidade do sono e ausência de dores articulares persistentes. Se a performance estagna por duas a três semanas, revise volume, intensidade e recuperação com seu treinador. Consistência vence intensidade esporádica — a rotina da Maher funciona porque ela repete o estímulo certo dia após dia, com ajustes finos, não porque faz sessões heroicas esporádicas.


