Para quem tem mais de 60 anos, cinco exercícios de baixa carga – agachamento em cadeira, remada com faixa, press militar, split squat apoiado e abdução de quadril – são suficientes para estimular a remodelação óssea e reduzir o risco de fraturas.
Como fazer
- Prepare o ambiente: escolha uma cadeira firme, uma faixa elástica de resistência média e duas garrafas de água de 1 L cada (ou halteres leves).
- Agachamento em cadeira: sente‑se na borda da cadeira, pés alinhados à largura dos quadris. Levante‑se até ficar totalmente em pé, mantendo o tronco ereto, e volte a sentar‑se controladamente, apenas tocando o assento. Repita 10‑12 vezes.
- Remada com faixa elástica: prenda a faixa na altura do peito em uma porta ou móvel sólido. Afaste‑se até sentir tensão, puxe os cotovelos para trás, apertando as escápulas, e retorne lentamente. Execute 12‑15 repetições.
- Press militar com garrafas: em pé ou sentado, segure as garrafas ao nível dos ombros. Eleve‑as acima da cabeça até quase estender os braços e desça com controle. Faça 8‑12 repetições.
- Split squat apoiado: apoie‑se em uma bancada ou balcão com uma mão, posicione um pé à frente e outro atrás. Flexione os joelhos, mantendo o joelho dianteiro sobre o tornozelo, e volte à posição inicial. Realize 8‑10 repetições por perna.
- Abdução de quadril com faixa: coloque a faixa ao redor dos tornozelos. Em pé, segure‑se em um apoio, levante uma perna lateralmente contra a resistência e retorne controlado. Complete 12‑15 repetições por lado.
Erros comuns
- Descer rapidamente nos agachamentos, transformando o movimento em um “pouso” que diminui a carga óssea.
- Usar apenas os braços na remada, sem envolver a musculatura das costas.
- Arquear a lombar ao fazer o press militar, transferindo o esforço das articulações para a coluna.
- Deixar o joelho avançar além da ponta do pé no split squat, sobrecarregando a articulação do joelho.
- Inclinar o tronco ao levantar a perna na abdução, reduzindo a ativação dos glúteos e dos músculos do quadril.
Dicas avançadas
Depois de duas a três semanas com carga leve, aumente gradualmente:
- Adicione 0,5 kg a cada garrafa ou use uma faixa de resistência maior.
- Eleve o número de séries de 1 para 2‑3, mantendo a qualidade do movimento.
- Inclua variações, como agachamento com pausa de 2 s na posição baixa ou remada unilateral, para melhorar a simetria muscular.
- Combine o treino com exercícios de equilíbrio (por exemplo, ficar em um pé só por 30 s) para otimizar a prevenção de quedas.
Alimentos brasileiros que favorecem a saúde óssea
| Alimento | Cálcio (mg/100 g) | Vitamina D (UI/100 g) |
|---|---|---|
| Leite integral | 125 | 40 |
| Queijo minas | 720 | — |
| Sardinha em óleo | 300 | 270 |
| Espinafre cozido | 100 | — |
| Amêndoas | 264 | — |
Manter uma ingestão adequada de cálcio e vitamina D potencializa os efeitos dos exercícios ósseos, pois esses nutrientes são essenciais para a mineralização óssea.
Frequência recomendada
Realize a sequência completa duas a três vezes por semana, com ao menos um dia de descanso entre as sessões. Cada treino dura cerca de 20 minutos, permitindo encaixar a prática antes do café da manhã ou após a caminhada diária.
O que esperar
Nos primeiros 3‑6 semanas, a maioria das pessoas percebe melhora na estabilidade e na facilidade ao levantar de cadeiras. A densidade óssea leva mais tempo para mudar – normalmente de 6 a 12 meses de prática constante – mas a manutenção ou estabilização dos valores de densidade já indica sucesso na prevenção de fraturas.
Um estudo brasileiro publicado na SciELO avaliou programas de resistência de baixa carga em adultos com mais de 60 anos e constatou aumento significativo da força muscular e estabilização da densidade mineral óssea após 9 meses de treinamento regular. Embora os resultados variem conforme a condição individual, a evidência reforça que a carga progressiva é fundamental.
Importante: quem tem diagnóstico de osteoporose ou outras condições crônicas deve consultar um médico antes de iniciar o programa, manter a suplementação de cálcio e vitamina D prescrita e contar com acompanhamento de um profissional de educação física pelo menos uma vez por mês.
Como saber se está dando certo
Monitore os seguintes indicadores:
- Força: aumento de repetições ou carga sem perda de forma.
- Equilíbrio: capacidade de ficar em um pé por mais de 30 s sem apoio.
- Funções diárias: subir escadas, levantar objetos ou sair da cadeira com menor esforço.
- Exames: densitometria óssea a cada 12 meses para confirmar a estabilização ou ganho de massa mineral.
Se notar dor articular persistente, fadiga excessiva ou queda de desempenho, reduza a carga e procure orientação profissional.


