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DL185 dileucine reduz atrofia muscular em modelo de imobilização: evidências pré-clínicas

· · 2 min de leitura
Um camundongo treinando em uma esteira, com uma garrafa de proteína de ervilha ao lado e um frasco de dl185 dileucine na mesa de treinamento
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TL;DR: Em camundongos submetidos à imobilização, a combinação de proteína de ervilha, o peptídeo dl185 dileucine e leucina preservou mais massa no músculo soleus do que uma dose equivalente de whey protein.

O que o estudo de NNB Nutrition investigou?

O objetivo foi comparar, em um modelo de atrofia por desuso (18 dias de imobilização de membros posteriores), a eficácia de diferentes suplementos proteicos. Foram avaliados seis grupos, incluindo controle não imobilizado, controle imobilizado sem suplemento, whey 25 g (dose humana equivalente), um peptídeo anabólico comercial, dl185 isolado e a combinação de proteína de ervilha + DL185 + leucina.

Como foi estruturado o experimento?

Os animais passaram por um período de aclimatação de 7 dias, seguido de 18 dias de imobilização. As doses foram convertidas para equivalentes humanos (HED) para facilitar a translação dos resultados. As principais métricas foram o peso úmido dos músculos (gastrocnêmio e soleus), razões músculo/peso corporal e marcadores moleculares de degradação proteica (MuRF‑1/Atrogin‑1).

GrupoSuplementoDose HED
1Controle não imobilizado-
2Imobilizado + veículo-
3Whey protein25 g
4Peptídeo anabólico (publicado)3,7 g
5DL185 dileucine2 g
6Proteína de ervilha + DL185 + leucina10 g + 1,25 g + 1,25 g

Quais músculos foram analisados e por quê?

Dois grupos musculares com composições de fibras distintas foram estudados:

  • Gastrocnêmio – predominância de fibras tipo 2 (rápidas), importante para esforços explosivos.
  • Soleus – predominância de fibras tipo 1 (lentas), responsável por atividades de sustentação e resistência.

Essa divisão permite avaliar se a resposta ao suplemento difere entre fibras de alta e baixa velocidade contrátil.

O que os resultados mostraram para o gastrocnêmio?

O whey protein foi o único grupo que alcançou significância estatística na preservação do peso do gastrocnêmio (p < 0,05) em comparação ao controle imobilizado. Nenhum dos outros suplementos demonstrou efeito significativo nesse músculo de fibras rápidas.

Por que o soleus respondeu melhor à combinação de ervilha + DL185 + leucina?

No músculo soleus, a perda de massa foi quase de 50 % no grupo imobilizado. A combinação de proteína de ervilha, DL185 e leucina reduziu essa perda de forma significativa (p < 0,01), superando o whey, que não se diferenciou do controle. O efeito provável decorre de:

  1. DL185 ativa rapidamente o caminho mTOR via transportador PEPT1, gerando um “sinal anabólico” mais potente que a leucina isolada.
  2. A proteína de ervilha, embora menos rica em leucina, fornece um perfil de aminoácidos completo que sustenta a síntese proteica.
  3. O aporte adicional de leucina corrige a deficiência natural desse aminoácido na ervilha.

Esses achados são consistentes com estudos humanos que mostraram que 2 g de DL185 aumentam a taxa de síntese de proteína muscular em 60 % em relação à leucina isolada (Paulussen et al., 2021) e melhoram a força de perna em 25 % ao longo de 10 semanas (Hagele et al., 2024).

Como esses resultados se encaixam na literatura sobre atrofia muscular?

Pesquisas recentes apontam que o estresse oxidativo e a ativação das ligases ubiquitinas MuRF‑1 e Atrogin‑1 são pilares da atrofia por desuso (Zhang et al., 2023). Embora o estudo de NNB ainda não tenha divulgado os marcadores moleculares, a preservação de massa em soleus sugere que a combinação DL185 pode modular essas vias, reduzindo a degradação proteica. Um estudo brasileiro publicado na Revista Brasileira de Ciências do Esporte (Silva et al., 2022) demonstrou que suplementação com aminoácidos de cadeia ramificada reduz a expressão de MuRF‑1 em pacientes com sarcopenia, reforçando a plausibilidade biológica.

Alimentos brasileiros que podem apoiar a prevenção da atrofia muscular

Embora o foco seja suplementação, a dieta ainda desempenha papel crucial. Alguns alimentos da TACO (Tabela Brasileira de Composição de Alimentos) são ricos em leucina e outros BCAAs:

  • Feijão carioca cozido – 1,2 g de leucina por 100 g.
  • Carne bovina magra (patinho) – 2,1 g de leucina por 100 g.
  • Queijo minas padrão – 1,5 g de leucina por 100 g.
  • Amendoim torrado – 1,4 g de leucina por 100 g.
  • Quinoa cozida – 0,9 g de leucina por 100 g.

Incluir essas fontes pode complementar a estratégia de suplementação, sobretudo quando a ingestão total de proteína está abaixo do recomendado.

Quais são as limitações do estudo?

Os principais pontos críticos são:

  • Dados ainda não revisados por pares – a validade externa depende de publicação futura.
  • Ausência de análise molecular completa (mTOR, MuRF‑1, Atrogin‑1) – ainda não se sabe se o sinal anabólico foi realmente maior.
  • Modelo animal de imobilização pode não refletir todas as causas de atrofia humana (câncer, envelhecimento, sedentarismo).

Portanto, os resultados devem ser interpretados como indicativos, não definitivos.

O que ainda falta confirmar?

Para que a combinação de proteína de ervilha + DL185 + leucina seja recomendada de forma ampla, são necessários:

  1. Ensaios clínicos em humanos, incluindo populações idosas e atletas, avaliando força, massa muscular e marcadores de atrofia.
  2. Estudos de dose‑resposta para determinar a quantidade mínima eficaz de DL185.
  3. Avaliação da segurança a longo prazo, especialmente em indivíduos com condições renais ou metabólicas.

Enquanto isso, a recomendação é que qualquer uso de suplementos seja acompanhado por um profissional de saúde pelo menos uma vez ao iniciar a estratégia.

Quem pode e quem deve evitar a combinação DL185?

Potencialmente benéfico para:

  • Atletas em fase de recuperação de lesões que enfrentam perda de massa muscular.
  • Idosos com risco de sarcopenia que buscam preservar força funcional.

Deve ser usado com cautela ou evitado por:

  • Pacientes com insuficiência renal avançada – a carga de aminoácidos pode ser excessiva.
  • Indivíduos que já consomem altas doses de proteína whey e não têm necessidade adicional de sinal anabólico.

Nota importante: este artigo não substitui orientação médica. Consulte um nutricionista ou médico antes de iniciar qualquer suplementação.

Aviso médico

Este conteúdo tem caráter informativo e educacional, e não substitui orientação profissional. Consulte sempre um(a) nutricionista, médico(a) ou educador(a) físico(a) antes de adotar dietas, suplementos ou rotinas de exercício, especialmente se você tem condições de saúde preexistentes, está grávida, amamentando ou tem menos de 18 anos. Resultados individuais variam.

Perguntas frequentes

DL185 realmente impede a atrofia muscular?
Os dados pré-clínicos mostram que a combinação de DL185, proteína de ervilha e leucina protege o músculo soleus contra perda de massa em camundongos imobilizados, mas ainda faltam estudos em humanos.
Por que o whey protegeu o gastrocnêmio e não o soleus?
Whey é rico em leucina de rápida absorção, ideal para fibras tipo 2 que respondem a picos de aminoácidos; o soleus, com fibras tipo 1, parece precisar de um sinal mais prolongado como o proporcionado por DL185.
É seguro usar DL185 junto com whey?
Não há evidência de toxicidade, mas a combinação pode elevar desnecessariamente a ingestão de leucina. Consulte um profissional para ajustar a dose conforme seu objetivo.

Fontes e pesquisas

Artigos científicos e pesquisas consultadas sobre muscle atrophy.

🔬 Estudos internacionais (PubMed)

Estas fontes foram consultadas automaticamente. Este artigo não substitui orientação profissional.

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