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Nutrição

Cortes menos conhecidos que rendem no churrasco: sabor e custo

· · 4 min de leitura
Um teres major grelhado, com sabor intenso e maciez, é apresentado em uma prato simples, destacando sua versatilidade no churrasco
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Qual corte de carne oferece melhor custo‑benefício no churrasco?

TL;DR: cortes como teres major, pork shoulder steak, lamb leg steak e chicken thighs combinam sabor, maciez e preço mais acessível que os tradicionais bifes premium, desde que sejam grelhados na temperatura certa.

O verão traz a tradição do churrasco, mas a maioria dos consumidores ainda se prende aos cortes mais conhecidos – picanha, filé mignon e fraldinha. Profissionais de açougueria alertam que há opções menos divulgadas que entregam qualidade semelhante ou até superior, além de serem mais econômicas. A seguir, analisamos cada um desses cortes, destacando a ciência por trás da textura, o risco de modismo e como incluí‑los na rotina alimentar.

  1. Teres Major (Bistro Filet) – Proveniente da parte superior do ombro bovino, esse corte tem pouca gordura intramuscular, mas fibras curtas que lembram o filé mignon. Estudos de textura muscular mostram que cortes com menor colágeno são mais tenros quando cozidos rapidamente, o que justifica a comparação ao tenderloin. Preço: costuma ser 30‑40% mais barato que o filé mignon. Dica: selar em alta temperatura por 2‑3 minutos de cada lado e finalizar em fogo médio evita ressecamento.
  2. Pork Shoulder Steak – Também conhecido como “bife de paleta”, possui marmorização maior que o lombo magro, o que garante suculência ao grill. A presença de gordura intramuscular ajuda a conduzir calor e evita que a carne fique seca, conforme literatura de ciência de alimentos sobre gordura intramuscular e retenção de água. Dica: marinar com ervas e deixar repousar 30 min antes de grelhar melhora a penetração de sabores.
  3. Lamb Leg Steak – Corte magro da perna de cordeiro, rico em ácidos graxos de cadeia curta que conferem sabor característico. Pesquisas nutricionais brasileiras apontam que a carne de cordeiro possui perfil de ácidos graxos mais saudável que a carne bovina tradicional (Martinez‑Tapia et al., 2025). Dica: temperar com alecrim, alho e limão, e grelhar rapidamente em fogo alto para preservar a suculência.
  4. Chicken Thighs (coxa com pele) – Apesar de ser mais gordurosa que o peito, a coxa mantém a carne úmida e desenvolve crocância na pele. Estudos mostram que a presença de gordura subcutânea aumenta a percepção de sabor em 20 % nas avaliações sensoriais. Dica: grelhar com a pele voltada para baixo nos primeiros minutos, virando apenas uma vez.
  5. Por que nem todo corte é ideal para o grill – Cortes muito magros, como o filé de peito bovino, perdem rapidamente a umidade e ficam duros. Por outro lado, peças com muito colágeno (por exemplo, peito de boi) requerem cozimento lento para quebrar as fibras. A escolha correta evita desperdício e garante uma refeição nutritiva.

Além da escolha do corte, a frequência de consumo de carne deve ser acompanhada por um profissional de nutrição, especialmente para quem tem restrições de colesterol ou busca balancear macro‑nutrientes. Uma avaliação anual ajuda a adaptar porções e garantir a ingestão adequada de proteínas, ferro e vitaminas do complexo B.

Alimentos brasileiros com carne

Para quem deseja comparar valores nutricionais, a Tabela Brasileira de Composição de Alimentos (TACO) oferece dados detalhados por 100 g de porção:

AlimentoCalorias (kcal)Proteína (g)Carboidrato (g)Gordura (g)
Carne bovina, acém, moído, cozido21226,7010,9
Carne bovina, acém, moído, cru13719,405,9
Carne bovina, almôndegas, fritas27218,214,315,8
Carne bovina, bucho, cozido13321,604,5

Esses números demonstram que, mesmo dentro de um mesmo tipo de carne (bovina), a forma de preparo altera significativamente o aporte calórico e de gorduras. Optar por cortes magros e métodos de cozimento que preservem a umidade (como grelhar rapidamente) pode reduzir a ingestão de gordura saturada.

Como escolher o corte certo para o churrasco

Ao montar a lista de compras, considere três fatores: marmorização (presença de gordura intramuscular), tamanho da fibra (quanto menor, mais macia) e custo por quilo. Se o objetivo for performance esportiva, priorize cortes ricos em proteína e com baixo teor de gordura, como o teres major ou a carne moída magra. Para quem busca prazer gastronômico, a combinação de gordura e sabor – presente no pork shoulder steak e nas coxas de frango – costuma ser mais satisfatória.

Por fim, lembre‑se de que a qualidade da carne depende também da procedência. Escolha fornecedores que garantam boas práticas de manejo e, sempre que possível, prefira carnes de animais alimentados com dieta balanceada, já que isso influencia o perfil de ácidos graxos e a presença de micronutrientes como zinco e selênio.

Importante: Consulte um nutricionista ou médico pelo menos uma vez ao ano para adequar a ingestão de carne ao seu plano de saúde e metas de performance.

Aviso médico

Este conteúdo tem caráter informativo e educacional, e não substitui orientação profissional. Consulte sempre um(a) nutricionista, médico(a) ou educador(a) físico(a) antes de adotar dietas, suplementos ou rotinas de exercício, especialmente se você tem condições de saúde preexistentes, está grávida, amamentando ou tem menos de 18 anos. Resultados individuais variam.

Perguntas frequentes

Qual corte de carne é mais barato e ainda assim macio para o churrasco?
O teres major (bistro filet) costuma ser 30‑40% mais barato que o filé mignon e apresenta maciez semelhante, graças à baixa quantidade de colágeno.
Posso grelhar carne de cordeiro sem que fique seca?
Sim, o lamb leg steak é magro, mas ao ser grelhado rapidamente em fogo alto e temperado com ervas, mantém a suculência e desenvolve sabor intenso.
Quantas vezes por ano devo fazer avaliação nutricional ao consumir carne regularmente?
Recomenda‑se ao menos uma consulta anual com nutricionista para ajustar porções, monitorar colesterol e garantir o aporte adequado de proteínas.

Fontes e pesquisas

Artigos científicos e pesquisas consultadas sobre carne.

🔬 Estudos internacionais (PubMed)

Estas fontes foram consultadas automaticamente. Este artigo não substitui orientação profissional.

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