Para quem tem mais de 60 anos, quatro exercícios – Bird Dog, Glute Bridge, Dead Bug e Forearm Plank – são mais eficazes e seguros que os tradicionais crunches.
Como fazer
- Bird Dog
- Comece em posição de quatro apoios, com mãos alinhadas aos ombros e joelhos aos quadris.
- Estenda simultaneamente o braço esquerdo à frente e a perna direita para trás, mantendo a coluna neutra.
- Mantenha a posição por 2 a 3 segundos, depois retorne ao ponto de partida.
- Alterne os lados, completando 8 a 12 repetições por lado.
- Glute Bridge
- Deite-se de costas, joelhos dobrados e pés apoiados ao chão, na largura dos quadris.
- Eleve os quadris pressionando os calcanhares, formando uma linha reta da cabeça aos calcanhares.
- Contraia os glúteos e segure 2 segundos no topo.
- Desça controladamente e repita 10 a 15 vezes.
- Dead Bug
- Deite-se de costas, braços estendidos ao teto e joelhos a 90°.
- Pressione a lombar contra o colchão enquanto estende o braço direito e a perna esquerda.
- Retorne ao centro e repita com o lado oposto.
- Execute 8 a 12 repetições por lado, focando na estabilidade.
- Forearm Plank
- Posicione os antebraços no chão, cotovelos alinhados sob os ombros.
- Alinhe o corpo da cabeça aos calcanhares, contraindo abdômen e glúteos.
- Mantenha a postura por 20 a 30 segundos, aumentando gradualmente o tempo.
- Repita 3 séries, respeitando o limite de desconforto.
Erros comuns
- Arco excessivo na lombar ao fazer o Bird Dog ou o Plank, que sobrecarrega a coluna.
- Elevação parcial dos quadris no Glute Bridge, reduzindo a ativação dos glúteos.
- Movimento rápido no Dead Bug, que impede a contração profunda do core.
- Segurar a respiração durante os exercícios, diminuindo a estabilidade.
Dicas avançadas
Para quem já domina a sequência básica, algumas variações podem intensificar o estímulo sem comprometer a segurança:
- Adicionar resistência elástica ao Bird Dog (faixa de resistência ao redor da coxa).
- Realizar o Glute Bridge com um pé elevado em um banco, focando em cada lado separadamente.
- Incorporar contração isométrica de 5 segundos no Dead Bug antes de trocar de lado.
- Elevar um braço ou perna no Forearm Plank para desafiar ainda mais o equilíbrio.
Alimentos brasileiros que favorecem a saúde do core
Embora o foco seja o treino, a nutrição também colabora para um core mais forte. Alguns alimentos típicos do Brasil são ricos em nutrientes que sustentam a musculatura e a integridade da coluna:
| Alimento | Principal nutriente | Benefício para o core |
|---|---|---|
| feijão preto | Proteína + ferro | Contribui para a reparação muscular e prevenção de fadiga. |
| Quinoa | Proteína completa | Fornece aminoácidos essenciais para a síntese de fibras musculares. |
| Abacate | Gorduras monoinsaturadas | Auxilia na absorção de vitaminas D e K, essenciais para a saúde óssea. |
| Espinafre | Magnésio | Melhora a contração muscular e reduz cãibras. |
Consulte um nutricionista para adequar as porções ao seu plano alimentar.
Por onde começar com segurança
Antes de iniciar qualquer programa de fortalecimento, é fundamental passar por avaliação médica e, se possível, contar com o acompanhamento de um profissional de educação física pelo menos uma vez por mês. Isso garante que a execução esteja correta e que o volume de treino seja adequado ao seu nível de condicionamento.
Estudos como o de Hibbs et al. (2008) demonstram que a estabilidade do core está diretamente ligada à melhora de desempenho em atividades cotidianas, enquanto pesquisas brasileiras, como a revisão de Silva et al. (2022, SciELO), apontam redução de quedas em idosos que praticam treinos de core 3 vezes por semana.
Incorpore esses quatro movimentos na sua rotina 2 a 3 vezes por semana, aumente a carga gradualmente e observe como a postura, o equilíbrio e a confiança no dia a dia evoluem.


