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Ashton Rouska quebra recorde mundial de squat com 393 kg: lições de potência para powerlifters

· · 4 min de leitura
Um homem fortemente musculado sentado em uma cadeira, com um prato de ovos mexidos e um copo de suco de frutas ao seu lado
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TL;DR: Ashton Rouska fez 393 kg no squat, batendo o recorde mundial da categoria U120 kg; para melhorar sua potência, combine treino de força focado em sobrecarga progressiva, alimentação rica em proteínas e recuperação adequada.

Segunda‑feira de manhã, você chega ao box ainda meio sonolento, abre a geladeira e vê a marmita de frango com arroz que preparou na noite anterior. Enquanto o arroz ainda esquenta no micro‑ondas, a cabeça já está pensando no treino de hoje: “vou tentar melhorar o squat”. Essa cena é a rotina de muitos powerlifters brasileiros que buscam aumentar a potência sem sacrificar a vida cotidiana.

O que o recorde de Ashton Rouska nos ensina?

O americano Ashton Rouska, veterano de mais de 60 competições, subiu para a categoria U120 kg e, mesmo pesando 109 kg, conseguiu 393 kg no squat – 5 % a mais que o recorde anterior (386 kg). Seu sucesso não foi obra do acaso; foi resultado de um plano estruturado que inclui:

  • Periodização de força com ciclos de volume e intensidade.
  • Foco em exercícios auxiliares (hip thrust, good mornings).
  • Nutrição direcionada para recuperação muscular.
  • Uso estratégico de suplementos (creatina, proteína whey).
  • Monitoramento de lesões e ajustes de carga.

Guia prático para aumentar a potência no squat

1. Estrutura de periodização

Divida seu macrociclo em três fases de 4‑6 semanas:

  1. Hipertrofia (volume alto, carga 65‑75% 1RM): 4‑5 séries de 8‑12 repetições. Priorize a técnica e a amplitude total.
  2. Força (intensidade moderada, 80‑90% 1RM): 5‑6 séries de 3‑5 repetições, com intervalos de 3‑4 minutos.
  3. Peaking (intensidade alta, 92‑95% 1RM): 2‑3 séries de 1‑2 repetições, foco na velocidade de subida.

Essa sequência permite que o corpo se adapte gradualmente, reduzindo risco de lesão – algo que Rouska enfrentou nos meses que antecederam o recorde.

2. Exercícios auxiliares essenciais

ExercícioObjetivoRepetições
Hip ThrustHipertrofia dos glúteos4×10
Good MorningFortalecimento da cadeia posterior3×8
Front SquatMelhora da postura e quadríceps4×6
Box SquatExplosão na fase concêntrica5×3

Inclua esses movimentos duas vezes por semana, alternando com o squat principal.

3. Nutrição para potência

Um estudo brasileiro publicado na SciELO mostrou que a ingestão de 1,6 g de proteína por kg de peso corporal favorece a síntese muscular em praticantes de força (Silva et al., 2022). Combine isso com carboidratos de absorção lenta para manter energia durante treinos intensos.

Alimentos brasileiros ricos em proteína e que podem contribuir para a potência incluem:

  • feijão preto – 8 g de proteína por 100 g
  • Carne de patinho – 22 g de proteína por 100 g
  • Ovo inteiro – 13 g de proteína por 100 g
  • quinoa – 14 g de proteína por 100 g
  • amendoim – 25 g de proteína por 100 g

Distribua a ingestão proteica em 4‑5 refeições ao longo do dia, incluindo um lanche pós‑treino com whey protein (30 g) e uma fruta para reposição de glicogênio.

4. Suplementação inteligente

Creatina monohidratada (5 g/dia) tem evidência robusta de aumento de força em até 15 % após 4‑6 semanas (Jäger et al., 2017). Use a creatina diariamente, preferencialmente após o treino com o shake de whey.

Não se esqueça de consultar um nutricionista para adequar doses ao seu caso específico.

5. Recuperação e prevenção de lesões

Rouska sofreu duas lesões antes do campeonato, mas manteve a performance graças a um protocolo de recuperação que incluía:

  • Massagem esportiva 2‑3 vezes por semana.
  • Alongamento dinâmico antes e estático após o treino.
  • Uso de rolo de espuma para liberação miofascial.
  • Sono de 7‑9 h por noite.

Consulte um fisioterapeuta ao menos uma vez ao mês para avaliação postural e ajustes de carga.

Como adaptar tudo à sua rotina brasileira

Imagine que você tem um horário de trabalho das 9h às 18h e precisa encaixar o treino antes ou depois. Uma estratégia prática:

  1. Treino de força às 6h30 – 45 min (squat + auxiliares).
  2. Almoço rápido: arroz, feijão, carne de patinho e salada.
  3. Lanche da tarde: iogurte natural + granola + whey.
  4. Jantar: batata doce, frango grelhado, brócolis.

Assim você garante macro e micronutrientes sem perder tempo.

Quem pode e quem deve evitar

Qualquer pessoa com experiência em levantamento de peso pode aplicar essas diretrizes, mas quem tem histórico de problemas cardíacos, hipertensão ou lesões articulares graves deve buscar avaliação médica antes de iniciar treinos de alta intensidade.

Por onde começar com segurança

1. Teste de 1RM: faça um teste supervisionado para descobrir seu peso máximo atual.

2. Planeje o ciclo: escolha as fases de volume, força e peaking de acordo com sua competição.

3. Ajuste a dieta: calcule sua necessidade calórica e de proteína, inclua os alimentos listados.

4. Incorpore suplementos: comece com creatina e whey, monitorando a tolerância.

5. Monitore a recuperação: use um diário de treino e marque dores ou fadiga excessiva.

Com disciplina e acompanhamento profissional (pelo menos 1x ao mês), você pode evoluir sua potência de forma consistente e segura.

Aviso médico

Este conteúdo tem caráter informativo e educacional, e não substitui orientação profissional. Consulte sempre um(a) nutricionista, médico(a) ou educador(a) físico(a) antes de adotar dietas, suplementos ou rotinas de exercício, especialmente se você tem condições de saúde preexistentes, está grávida, amamentando ou tem menos de 18 anos. Resultados individuais variam.

Perguntas frequentes

Qual a diferença entre squat com barra alta e barra baixa?
A barra alta (high bar) coloca mais ênfase nos quadríceps, enquanto a barra baixa (low bar) recruta mais a cadeia posterior, favorecendo a potência geral.
Quanto tempo leva para ver aumento de força no squat?
Com um programa bem estruturado, ganhos perceptíveis podem aparecer em 8‑12 semanas, mas a progressão depende da alimentação e da recuperação.
É seguro usar creatina se tenho hipertensão?
A creatina não eleva a pressão arterial em indivíduos saudáveis, mas quem tem hipertensão deve consultar um médico antes de iniciar a suplementação.
DT
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